Em bmfbovespa

A ação favorita para ganhar em meio ao bom humor dos investidores com a Bolsa do Brasil

"Vemos o papel hoje como a grande aposta dentro do setor se o sentimento dos investidores sobre o Brasil seguir melhorando", afirma o BTG Pactual

BM&FBovespa - sala de operações
(Divulgação)

SÃO PAULO - Em meio ao noticiário bastante movimentado das últimas semanas e a perspectiva de que a probabilidade de impeachment de Dilma Rousseff aumentou, os investidores de Bolsa se animaram com as perspectivas de que um novo governo pode ser mais favorável ao mercado. Com isso, na semana passada, o Ibovespa teve o seu maior ganho semanal da década, com alta de 18% e dias de forte volume. 

Desta forma, uma empresa em especial se beneficia dessa melhora de sentimento dos investidores brasileiros com relação ao País, conforme destaca o BTG Pactual: a BM&FBovespa (BVMF3). 

"Vemos o papel hoje como a grande aposta dentro do setor se o sentimento dos investidores sobre o Brasil seguir melhorando. Embora não estejamos fazendo quaisquer alterações em nossas estimativas ou preços-alvo, os dados recentes e a nossa expectativa de volatilidade acentuada no Brasil nos próximos meses podem levar a riscos ascendentes para os nossos números", afirmam os analistas. 

Os analistas Eduardo Rosman e Gustavo Lobo chamam a atenção para o momento dos volumes de papel, destacando que os números de fevereiro foram ligeiramente melhores no mês em relação ao mês anterior, levando o ADTV (volume diário médio) a R$ 5,7 bilhões.

Por outro lado, o volume de março até agora está em impressionantes R$ 10,8 bilhões, mostrando que há espaço para upside com relação às previsões anteriores para os números da BM&FBovespa.

"No geral, o mercado de ações brasileiro tem desfrutado de um rali expressivo nas últimas semanas em meio à percepção mais aguçada dos investidores de que estamos chegando mais perto de algum tipo de solução para o atual estado de desordem política", afirma.

E, enquanto todas as companhias se beneficiam de um menor CoE (custo sobre patrimônio), a BM&FBovespa possui um impacto positivo adicional em meio a melhores volumes, aumentando assim as suas receitas, de acordo com o banco. 

No modelo assumido pelo BTG, a expectativa é de que os volumes se mantenham. Porém, se o cenário positivo se estender por mais tempo, há indicações de upside. Em termos globais, a cada R$ 1 bilhão adicional de volume diário médio somado a 50 pontos-base de queda do CoE, representa um aumento no preço-alvo de R$ 1,00 (ou 8%). A recomendação atual para o papel BVMF3 é neutra, com preço-alvo de R$ 13,50. 

Além da recente alta dos volumes, outro fator que impulsiona as ações da companhia é a possível fusão com a Cetip (CTIP3). "O nosso cenário-de base é de que o negócio vá acontecer, mas com pouco espaço para a BM&FBovespa melhorar significativamente a sua proposta. Se o negócio se concretizar, nós acreditamos que a força competitiva da Bolsa seria ainda mais reforçada e, juntamente com as sinergias e maior visibilidade de lucros poderia tornar esta uma ação ainda mais interessante".

Em relatório divulgado nesta quinta, o BTG ressalta que, dada a performance recente do papel (de alta 36% no acumulado do ano e de 49% em relação à mínima de janeiro),  o papel está precificando um patamar de volume mais de R$ 1 bilhão acima da projeção do banco  – possível, mas ainda não é o cenário base.

"No final tudo recai sobre o cenário macro que, se continuar com o rali, dá para imaginar que os volumes vão seguir crescendo e o papel tendo uma performance superior", afirmam. Assim, sem dúvida, o risco-retorno do papel a R$ 15 é pior do que a R$ 11, mas ainda é mais atrativo em relação a bancos, afirmam os analistas. "Dito isso, se mercado não melhorar o papel tem potencial de queda, mas short ainda parece muito arriscado, ainda mais com a fusão com a Cetip no case", afirma.

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