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Oito pontos do relatório de pobreza dos EUA que vão deixar as mulheres furiosas

O cenário do mercado de trabalho continua desigual entre os gêneros: as mulheres ganharam US$ 0,78 por cada dólar que um homem ganhou, em comparação com US$ 0,77 em 2012

Homem x Mulher - Bloomberg
(Bloomberg)

Em 2013, a taxa de pobreza dos EUA caiu pela primeira vez nesta recuperação econômica. Para as mulheres, no entanto, foi difícil encontrar motivos de alegria.

1. A desigualdade de gênero é uma triste realidade na maior economia do mundo. Para começar, no ano passado a renda média ajustada pela inflação foi de US$ 50.033 para os homens e de US$ 39.157 para as mulheres. Ou seja, a brecha existe e continua sendo significativa.

2. Quanto à proporção da renda das mulheres em relação à dos homens, você terá que se esforçar muito para ver um aumento no ano passado. As mulheres ganharam US$ 0,78 por cada dólar que um homem ganhou, em comparação com US$ 0,77 em 2012. Dificilmente um centavo poderia ser considerado como uma melhoria relevante.

3. De acordo com a maioria dos indicadores, as mulheres têm mais probabilidade de empobrecer do que os homens. Isso tanto se você observar os dados desta década quanto os da passada, ou até mesmo os da retrasada.

4. É evidente que o número de mulheres em situação de pobreza ultrapassa amplamente o de seus pares masculinos. Além disso, a brecha entre os gêneros aumentou: no ano passado, havia 5,1 milhões a mais de mulheres na pobreza do que de homens. Em 2003, a diferença era de 4,3 milhões.

5. Mais homens continuam arrebatando os trabalhos bons ou seja, os de tempo integral e estáveis.

6. As mulheres também estão em uma situação muito pior que a dos homens, de acordo com os dados do ano passado, na comparação da taxa de pobreza dos americanos em idade ativa.

7. Para as vovós, a desigualdade foi ainda mais cruel. No ano passado, a taxa de pobreza das mulheres de 65 anos ou mais se manteve muito acima da taxa dos homens idosos.

8. Entre todos os idosos em situação de pobreza no ano passado, dois de cada três eram mulheres, e essa proporção também aumentou em comparação com 2012.

Como se essas estatísticas não fossem suficientemente deprimentes, ainda há mais sobre a história da brecha entre os gêneros nos números relativos à pobreza e à renda divulgados pelo Departamento do Censo no dia 16 de setembro. Já é hora de as mulheres dos EUA receberem notícias mais alegres.

 

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