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Após quase falir em 2009, Chrysler registra sequência de vitória sem precedentes

Montadora está prestes a se juntar oficialmente com a Fiat para criar a sétima maior fabricante de veículos do mundo; fusão deve ser concluída em outubro.

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SÃO PAULO - Antigamente, a entrada da casa de Stan Glaser estava sempre cheia de Toyotas. Quando decidiu trocar sua velha picape Toyota, ele optou pela marca Jeep, da Chrysler Group, e comprou um SUV Cherokee. 

"Nós fomos fiéis à Toyota por muito tempo e trocamos", explicou o artista gráfico. "Foi uma combinação da tecnologia, do visual e do tamanho do Cherokee. Eu sou fã de eletrônicos. Caras como eu gostam de engenhocas e coisas divertidas", acrescentou.

Atualmente, a Chrysler está em uma sequência de vitória sem precedentes. Enquanto a Jeep se beneficia da atenção renovada dos consumidores pelos SUVs, a montadora também vem sendo ajudada por uma demanda mais forte pelas picapes Ram e pelas minivans Town Country. Neste contexto, suas vendas aumentaram em 12% em agosto, o maior incremento registrado por uma grande fabricante de veículos, segundo a média de estimativas de oito analistas compiladas pela Bloomberg.

Se isso se confirmar, este será o 53º mês consecutivo de aumento das vendas da Chrysler, após a companhia ser salva da falência com financiamento do governo dos Estados Unidos em 2009.

O bom desempenho coincide com a chegada de Sergio Marchionne como CEO da montadora. O executivo ordenou uma reformulação da linha de montagem da Chrysler quando assumiu o controle da empresa.

A montadora está prestes a se juntar oficialmente com a Fiat, também dirigida por Marchionne, para criar a sétima maior fabricante de veículos do mundo. A companhia está usando sua vantagem com modelos novos e generosos incentivos, que estão fazendo com que a empresa ganhe terreno em relação a concorrentes como a Ford Motor e a Honda Motor.

De acordo com estimativas de analistas, a Chrysler é a única grande fabricante de veículos que deverá registrar um aumento de vendas superior a 10% em agosto. 

 

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