Escola de Traders (Parte 1)

Já imaginou uma escola de traders, onde houvesse um planejamento com técnicas e outros aprendizados, prática no mercado real, troca de experiências com traders consolidados e ainda oferecesse dinheiro para operar? Parece sonho, mas este lugar existe!
Blog por Caio Sasaki  

Há alguns anos atrás, a melhor escola que um trader poderia “cursar” era o Pregão Viva Voz. Contudo, com seu fim em meados de 2009, e consequentemente a mudança de dinâmica no mercado, criou um obstáculo muito grande, mesmo para traders calejados (de tal forma que muitos mudaram de profissão). Porém, no início dos anos 2.000, enquanto o mercado eletrônico brasileiro vivia sua fase embrionária, outros mercados mundiais floresciam nas negociações online. Neste contexto se destacaram as famosas “Prop Firms” (ou mesa proprietária) que atraíam, treinavam e formavam day traders para atuarem em diversos mercados. Na maioria das vezes a empresa fornecia, além do treinamento, estrutura física com computadores, as melhores plataformas do mercado, as menores taxas de operação e até dinheiro para “girar” no mercado. Tudo era estruturado para fazer com que o trader ganhasse dinheiro, pois era a partir de uma fatia de sua performance que a empresa se remunerava. Um modelo de negócio muito justo! E não é a toa que estas companhias se espalharam pela América do Norte, Europa, Ásia e até Oceania. E foi justamente na maior “prop” da época que comecei a minha carreira, há quase 10 anos atrás, operando papéis da NASDAQ.

Tudo era fantástico! A dinâmica daquele mercado, a plataforma de operações com gestão de risco integrado, a técnica de negociação baseada em tape reading e principalmente o plano de ação (trading plan). Foi um privilégio ter iniciado minha carreira naquele ambiente, e tenho certeza que muitos dos meus ex-colegas daquela época têm a mesma opinião, pois daquele time saíram analistas, operadores e gestores que hoje estão muito bem posicionados no mercado. Mas porque estas mesas proprietárias não aportaram na bolsa tupiniquim?

Resumindo, barreiras legislativas, burocráticas e tecnológicas atrasaram a introdução deste modelo de negócios por aqui. Mesmo assim, timidamente, começaram a surgir algumas destas escolas atuando na bolsa brasileira e há cerca de um ano, para a minha felicidade, voltei a atuar dentro desta estrutura em que comecei a trilhar meus primeiros passos profissionais. Boa parte das pessoas que passam pelo meu coaching acabam sendo integradas nesta estrutura, mas outros acabam optando por seguir uma “carreira solo”. Tudo isso porque, como tudo na vida, existem os prós e contras... e a esta altura as suas dúvidas devem ter se multiplicado, certo? O que aconteceu com a tal escola de traders? Quais as vantagens e desvantagens de integrar uma mesa proprietária? Como este modelo de negócios se remunera?

Prometo que até o fim desta semana você terá mais algumas respostas a respeito do assunto. Enquanto isso suas dúvidas, sugestões e críticas serão muito bem vindas. Deixe sua mensagem aqui em baixo!

Importante: As opiniões contidas neste texto são do autor do blog e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney.

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Perfil do blogueiro

É trader, formado em Física pela USP e chegou a fazer mais de 300 operações por dia na Nasdaq e na Bolsa de Nova York. Foi estrategista em instituições como Citibank, Interfloat e XP Investimentos e hoje dedica parte de seu tempo para formar traders independentes. contato@sasakitraders.com.br