Dólar – A bola da vez

Você sabia que o contrato futuro de dólar possui o segundo maior volume financeiro de negociações da bolsa brasileira, perdendo apenas para o mercado de juros futuros? E agora ele está com mais destaque que nunca!
Blog por Caio Sasaki  

Há alguns anos, as pessoas se surpreendiam quando eu dizia que meu desempenho em dólar era melhor do que em índice futuro, pois no meu dia a dia eu costumava falar mais de operações de índice – o queridinho do investidor pessoa-física brasileiro. O câmbio, além de possuir maior liquidez, o que garante precisão na execução das ordens, constrói alguns momentos menos voláteis que o Ibovespa e quando engata uma tendência, esta costuma ser bem clara. Outra vantagem é o tamanho do seu contrato padrão, o que possibilita um trader já consolidado dar “passos mais largos”.

Para quem não está familiarizado com operações em dólar futuro, aqui vai um resumo. Cada contrato padrão vale $50 mil e é negociado em lotes de 5 contratos. A cotação, em pontos, varia de meio em meio, o que equivale a R$125 por cada lote padrão (de 5 contratos). Por exemplo, se eu comprar dólar a 3315,0 e vender a 3315,5 o lucro bruto será de R$125. Vale ressaltar que existe uma versão mini que vale 20% (ou seja, um quinto), do contrato padrão e o lote mínimo é de apenas 1 contratinho. Considerando um mini contrato de dólar, se eu comprar a 3315,0 e vender a 3315,5, terei lucro de R$5 bruto. As negociações ocorrem das 9h até as 18h e o vencimento do contrato é mensal. Ainda existem outras questões relevantes como ajuste, margem de garantia, códigos de negociação, liquidação e limite de oscilação. Entretanto, uma explicação mais completa ficaria melhor num vídeo, com exemplos ilustrativos.

Mas nem tudo é maravilha para quem opera a moeda norte-americana. Seu comportamento está diretamente ligado ao contexto social, político e econômico global, o que implica em alta instabilidade em alguns períodos. Também possui forte ligação com commodities e até mesmo eventos surpresa como catástrofes naturais ou atentados terroristas. E toda esta imprevisibilidade, que ainda inclui intervenções repentinas do Banco Central, exige do trader habilidades múltiplas no que se refere a táticas de operação.

Aliás, uma das táticas mais utilizadas por day traders de dólar é o Tape Reading e é justamente sobre isto que falarei na semana que vem.

Até logo, e bons trades!

Importante: As opiniões contidas neste texto são do autor do blog e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney.

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Perfil do blogueiro

É trader, formado em Física pela USP e chegou a fazer mais de 300 operações por dia na Nasdaq e na Bolsa de Nova York. Foi estrategista em instituições como Citibank, Interfloat e XP Investimentos e hoje dedica parte de seu tempo para formar traders independentes. contato@sasakitraders.com.br