Até 90 mil: o que grandes bancos e corretoras esperam para o Ibovespa em 2018 (e as ações preferidas)

Apesar de esperarem por volatilidade em meio ao ano eleitoral, o cenário-base é positivo para o índice
Blog por Lara Rizério  

SÃO PAULO - O Ibovespa começou 2018 com o pé direito, já acumulando uma sequência expressiva de altas e renovando máximas históricas. Esse pode ser um bom prenúncio para o que os estrategistas de grandes bancos e corretoras apontam para o ano, após uma alta de mais de 75% do índice no biênio 2016-2017: espere um novo ano de alta para o benchmark da bolsa. 

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As projeções variam na faixa entre 85 mil pontos (Bank of America Merrill Lynch, de acordo com relatório do início de dezembro) até 90 mil pontos (conforme números apontados pelo Bradesco BBI e pelo Santander), mas todos apontam para ganhos para o índice.  

Claro, as eleições estão muito no radar dos estrategistas e analistas, mesmo entre aqueles que não discorreram tanto sobre o assunto em relatórios sobre o tema. De uma maneira geral, a expectativa é por forte volatilidade, como não poderia deixar de ser em anos eleitorais - que sempre são muito voláteis seis meses antes do pleito.

Contudo, conforme apontou o Santander e a XP Investimentos, o cenário-base é de que o o presidente de 2018 seja com viés pró-mercado, ou seja, alinhado com a agenda de reformas e na contenção dos gastos públicos, não comprometendo as metas fiscais dos próximos anos. 

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Enquanto as eleições não acontecem, o Ibovespa deve se beneficiar de um cenário econômico mais positivo e, com isso, de uma perspectiva de aumento nos lucros e redução da alavancagem das empresas (um dos efeitos da queda da Selic, que deve se seguir neste ano com a inflação controlada), o que poderá ser evidenciado com mais clareza na próxima temporada de balanços a partir do fim do mês de janeiro. A referência é o quarto trimestre de 2017, quando já se aponta para a recuperação das companhias, com destaque para o setor de varejo, siderurgia, entre outros. 

Além da parte micro das empresas, também sustentam a visão positiva, segundo a XP, fatores como i) cronograma intenso no mercado de capitais, com uma série de IPOs (aberturas de capital) e emissões de dívida no radar potencializando a capacidade de investimento das companhias; ii) fluxo crescente de fundos de pensão na Bolsa, que se chegassem à alocação de 6 anos atrás, poderiam acrescentar volume próximo a R$ 100 bi; iii) Bolsa ainda bastante descontada em dólar.

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Muitos analistas e estrategistas também apontaram quais ações podem ser as mais beneficiadas nesse cenário em 2018. No caso do Santander, eles elegeram os papéis de Lojas Americanas (LAME4), Itaú Unibanco (ITUB4), Equatorial (EQTL3), Petrobras (PETR3; PETR4) e Iochpe-Maxion (MYPK3) como top pick. Em relatório, o Itaú BBA, que prevê o Ibovespa a 87.900 pontos, apontou 10 ações top picks para 2018. São elas: Randon (RAPT4), Gerdau (GGBR4), TIM Participações (TIMP3),  Banco do Brasil (BBAS3), Cyrela (CYRE3), MRV (MRVE3), Petrobras PN (PETR4), Smiles (SMLS3), BRF (BRFS3) e Camil (CAML3).

Já o Bradesco BBI destacou nomes comuns aos recomendados por outros bancos, como BB, MRV, Iochpe-Maxion e Petrobras PN, mas também apontou Itaú Unibanco (ITUB4), B3 (BVMF3), CVC (CVCB3), Iguatemi (IGTA3), Duratex (DTEX3), e Usiminas (USIM5) em relatório de meados de dezembro. 

Confira abaixo quais são as perspectivas de bancos e corretoras para o Ibovespa:

Instituição Previsão Upside (frente o fechamento de 2017)
BofA 85.000 +11,25%
BB Investimentos 85.000 +11,25%
Itaú BBA 87.900 +15%
XP Investimentos 89.000 +16,5%
Santander 90.000 +17,80%
Bradesco BBI 90.000 +17,80%

 Em evento realizado ontem, o analista da Carteira InfoMoney Thiago Salomão divulgou o seu portfólio para janeiro (com algumas semelhanças com o divulgado pelos estrategistas) e destacou as suas perspectivas para o ano. A perspectiva é positiva para a bolsa, mas também vale ficar de olho no cenário eleitoral. 

Assim, a Carteira InfoMoney mantém as maiores participações no kit de empresas que continuarão entregando resultados sólidos e consistentes seja qual for o desfecho do cenário eleitoral. Também terão fatias importantes na Carteira empresas “cíclicas” e que estão em um momento microeconômico favorável, pois se o “mundo ideal” acontecer na corrida eleitoral elas poderão engatar um movimento de valorização de longuíssimo prazo. Contudo, também estarão no portfólio algumas companhias com bons fundamentos mas que também carregam uma “proteção ao dólar”, por possuírem boa parte da receita atrelada à moeda norte-americana - e que podem se beneficiar em uma disparada do câmbio durante um maior “stress” político. Confira clicando aqui.  

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Perfil do autor

É editor de Mercados do InfoMoney e analista CNPI-P (analista técnico e fundamentalista, certificado pela Apimec). Trabalha há 6 anos no InfoMoney. Graduou-se em Administração de Empresas pelo Mackenzie, já acompanhou mais de 200 horas de cursos sobre mercados de ações. Possui MBA em Mercado de Capitais pela Fipecafi e MBA de Mercados Financeiros para Jornalistas pela UBS/BM&FBovespa. thiago.salomao@infomoney.com.br