Dado dessa semana sinaliza: o terceiro trimestre deve trazer boas novas para uma ação já vencedora

Balanço de operações de setembro animou os analistas sobre os dados do terceiro trimestre da B3
Blog por Lara Rizério  

SÃO PAULO - Um dos destaques do Ibovespa em uma semana de leve queda para o índice, a B3 (BVMF3, R$ 24,73, +4,08%) já vê seus investidores de olho nos resultados do terceiro trimestre de 2017, com números a serem divulgados no próximo dia 10 de novembro, depois do fechamento do mercado.  

E, nesta semana, saiu um importante indicador de que os números têm tudo para serem positivos: o balanço de operações de setembro, que apresentou um forte crescimento de volume no trimestre, principalmente em ações e derivativos, tendo em vista os efeitos positivos de taxas de juros mais baixas e melhores perspectivas para a economia brasileira.

A companhia divulgou um volume financeiro médio diário total no segmento Bovespa de R$ 9,97 bilhões em setembro, 50,3% maior que em setembro de 2016. Já no segmento BM&F, o volume médio diário cresceu para 3,742 milhões de contratos, alta de 45,9% na comparação dos meses de setembro, e 24,0% sobre agosto. Outro indicador importante foi o dado de capitalização de mercado média das empresas com ações negociadas na B3: ela atingiu R$ 3,068 trilhões, 25,1% superior quando comparado ao mesmo mês do ano passado.

Com isso, os números para o terceiro trimestre foram fechados, dando importante sinalização sobre como serão os dados da empresa. Tantos números positivos levaram a revisões por diversas casas de análise, como foi o caso do Bank of America Merrill Lynch, que revisou para cima as suas previsões para o Ebitda em 3% no terceiro trimestre, para R$ 677 milhões, uma alta de 12% na base de comparação anual. Já o BTG revisou a sua estimativa de lucro líquido para R$ 768 milhões, uma alta de 48% na base de comparação trimestral e 5% na base anual. 

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Assim, com esses números no radar, analistas do BofA, BTG e Bradesco BBI foram enfáticos: a ação da B3 é uma das grandes apostas para o novo ciclo que se inicia no Brasil.   

"Como estamos apontando já faz um tempo, vemos a B3 como uma das histórias mais  interessantes para aqueles que estão dispostos a olhar para a potencial recuperação do Brasil no anos à frente. A empresa é definitivamente uma vencedora de longo prazo. E com a Cetip a bordo, é ainda mais forte", apontam os analistas do BTG. Eles destacam que o valuation não é uma barganha, com um múltiplo de 22 vezes o preço sobre o lucro esperado para 2018. Porém, a B3 é um beneficiária clara de taxas reais mais baixas no Brasil e uma recuperação nos mercados de capitais brasileiros, o que leva a reiterar a recomendação de compra.

Também ressaltando o fortalecimento do mercado de capitais, o Bradesco BBI destacou a visão positiva sobre a B3: o aumento do giro financeiro da bolsa, novas aberturas de capital, dentre outros eventos), fatos estes que podem inclusive representar um potencial realinhamento para cima das estimativas em vigor do banco, que possui preço-alvo de R$ 26 para a ação, com recomendação de compra.  

Assim, o ambiente que se aponta para os próximos balanços vão em linha com o que o mercado já esperava após a fusão da BM&FBovespa com a Cetip, que foi concluída no final de março. Naquela época, a Rio Bravo destacou em sua carta de estratégias: "se já enxergávamos uma série de atributos positivos para estas empresas separadamente, para a combinação de ambas temos ainda mais motivos para otimismo".

Dentre algumas fontes de forças, a gestora apontou que a negociação de ações e derivativos diversos, transações de balcão, registro e custódia de ativos e derivativos, processamento de TED’s não apenas crescem conforme o país se desenvolve e minimamente se sofistica financeiramente,como também possuem demanda elevada por parte de diversos agentes econômicos. Além disso, há barreiras de entrada elevadas para estes negócios. "Esse cenário oferece uma combinação para o acionista difícil de encontrar: geração de caixa elevada, baixíssimo capital investido, resiliência, pulverização e potencial de crescimento".

Em suma, o ambiente para a B3 segue bastante positivo para quem aposta na recuperação brasileira, o que leva a ganhos de 51% no ano. Vale ressaltar que, desde que a ação da Carteira Recomendada InfoMoney estreou, em janeiro de 2016, os papéis da BM&FBovespa ou da Cetip se alternaram no portfólio e, desde março, os ativos da B3 estão na carteira. Pelo que os números do balanço de operações de setembro indicam, o começo do próximo mês também pode ser de boas novas para a B3. 

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Perfil do autor

É editor de Mercados do InfoMoney e analista CNPI-P (analista técnico e fundamentalista, certificado pela Apimec). Trabalha há 6 anos no InfoMoney. Graduou-se em Administração de Empresas pelo Mackenzie, já acompanhou mais de 200 horas de cursos sobre mercados de ações. Possui MBA em Mercado de Capitais pela Fipecafi e MBA de Mercados Financeiros para Jornalistas pela UBS/BM&FBovespa. thiago.salomao@infomoney.com.br