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Como parar de comprar por impulso

Um dia estressante. Trabalho desgastante, engolir sapos e fazer coisas que não acredita ser o mais importante. Tudo isso pode servir de gatilho para uma possível compra compulsória, será que existe uma forma de não cairmos nessas armadilhas?

Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney ou de seus controladores.

Jovens com compras
(Shutterstock)

Imagine um dia estressante. O trabalho foi desgastante e ao mesmo tempo não foi tão produtivo, você teve que engolir alguns sapos e fazer coisas que não acreditava ser o mais importante. Quando está indo para casa, do nada bate forte uma sensação, uma vontade de comprar algo. Talvez alguma roupa que você estava querendo há algum tempo, um livro que te chamou atenção ou até mesmo um café no Starbucks. Você compra, se sente bem por alguns minutos, mas logo passa e tudo volta a ser como estava.

Algo assim já aconteceu com você?

Da mesma forma que acontece com comida, cigarro e videogames, o consumo também pode ser um vício. É como se as compras fossem uma prova real e física do nosso merecimento.

Agora, a pergunta de um milhão de dólares: sabe que tipo de pessoa precisa de prova real de merecimento? A pessoa que, lá no fundo, não reconhece o próprio valor. Por isso, faz a compra, como um recurso de compensação.

De forma geral, a compra inconsciente e compulsiva vem de algum tipo de dor, um buraco que tentamos preencher com bens e serviços. Porém, o que fez originar essa dor não foi a falta de bens e serviços, então nada é resolvido, apenas anestesiado por um curto período.

Quer saber como parar com as compras compulsivas na sua vida?  Fique de olho nos próximos 3 passos!

1. Observação
O primeiro passo é sobre atenção e consciência. Ao invés de entrar no automático quando a vontade de comprar surgir, identifique o que está acontecendo. Para facilitar a dissociação, repita para você mesmo: “Olha só! Minha mente é um macaquinho e ficou com uma vontade repentina de comprar coisas… Que bonitinha! Ela deve estar se sentindo um pouco para baixo".

Eu te explico. Tratar nossa mente como se fosse uma criança, ou macaquinho de circo, reforça a ideia de que nós e a vontade somos duas coisas diferentes. Então, por mais que você sinta no seu corpo o desejo de comprar, essa vontade não define você.

2. Quebra

Assim que reconhecemos o impulso por consumo, fica claro que existe algum tipo de dor, uma falta. Pergunte-se: “o que aconteceu hoje que fez eu sentir que não tenho tanto valor?”.

Pode ter sido um trabalho que você não gosta, mas sente que é obrigado a continuar pois acha que não vai encontrar algo melhor. Pode ser um conflito familiar ou amoroso que fez você pensar que não é bom em se relacionar, ou mesmo que ficará em um relacionamento ruim para o resto da vida… Se observe, encontre a sua dor. Depois repita para você mesmo que essa narrativa é uma mentira.

O seu valor só está baixo porque você acreditou em alguma história que o diminuiu. Por isso, fale em voz alta ou escreva a versão contrária da história. Por exemplo: “eu mereço um trabalho digno, no qual eu acredite e seja bem recompensado” ou “eu mereço um relacionamento honesto, caloroso e divertido”.

Faça esse exercício mesmo que pareça fantasioso e ridículo. Essa é a maneira de ensinar novos truques ao seu cérebro macaquinho de imitação, mesmo que no início ele não entenda ou não obedeça. O importante é alimentá-lo com novas narrativas.

3. Desvio
No final das contas nossa mente só quer anestesiar a dor. Então a gente precisa dar algo pra ela. Pergunte para si mesmo: “existe outra forma de eu me sentir bem sem precisar comprar?"

Nesse passo é preciso exercitar a criatividade e a adaptabilidade. É brainstorm mesmo! Para te ajudar, aqui estão alguns recursos que uso:

Ligar para um amigo ou parente que gosto de conversar e que me coloca para cima.
Sentar em uma livraria e ler por 15 minutos, sem comprar.
Correr ou malhar para sentir a mágica da endorfina no corpo.
Assistir um filme que estava postergando há tempos.
Colocar uma música legal e tomar um longo banho quente, me dar de presente um momento de relaxamento.

As possibilidades são infinitas! Quanto mais você fizer esses exercícios, mais natural vai ser sua capacidade de achar respostas rápidas e que fazem você se sentir ainda melhor do que se tivesse consumindo.

Lembre-se: quando fazemos algo legal por nós mesmos, estamos passando para nossa mente a mensagem de que temos valor. E a gente só cuida do nosso dinheiro e do nosso futuro quando realmente acreditamos que merecemos.

Eu te garanto: você merece!

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Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney ou de seus controladores.

 

perfil do autor

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Rossano Oltramari

Analista de investimentos, investidor profissional, estudioso e disseminador de finanças pessoais. Foi um dos primeiros e principais sócios da XP Investimentos.

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Adriano Rahde

Especialista em narrativa do dinheiro. Sua missão é que as pessoas limpem a sujeira emocional que polui a vida financeira e acessem a prosperidade de forma rápida e definitiva.

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