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Muito cuidado com estes 4 investimentos no segundo semestre de 2017

Metade do ano já se foi e talvez você já saiba onde investir. Mas e onde NÃO investir? Confira nesse texto alguns investimentos para ficar atento!

Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney ou de seus controladores.

Dinheiro
(Atsushi Hirao)

Depois de uma forte queda na taxa de juros ao longo dos últimos meses, já não está mais tão fácil investir no Brasil, sobretudo em títulos de renda fixa.

A expectativa para a meta da Taxa Selic até o final de 2017 é de 8,5% a.a., de acordo com o relatório Focus mais recente divulgado pelo Banco Central no último dia 30/06.

Em outras palavras, isso quer dizer que o rendimento “mágico” dos 1% a.m. com renda fixa já foi por água abaixo e deve ficar ainda mais distante nos próximos meses, como bem noticiou a Infomoney.

Ou para ser mais exato, o rendimento médio mensal obtido por títulos indexados à Selic e ao CDI será de cerca de 0,68% a.m., pouca coisa acima da poupança.

Mas a grande questão é: como isso vai afetar os investimentos daqui pra frente?

E talvez mais importante: Quais investimentos deixam de ser atrativos agora e deverão ser evitados?

Nesse texto chamei atenção para 4 deles que considerei os mais perigosos nesse cenário. Confira a seguir!

Fundos de Inflação

De tempos em tempos Fundos de Inflação costumam reaparecer nas recomendações de gerentes e topos de rankings de fundos de investimentos.

O problema é que esse rendimento elevado de alguns períodos específicos costuma pegar boa parte dos investidores desavisados de surpresa.

Como esses fundos aplicam seu patrimônio majoritariamente em Tesouro IPCA+ (antigas NTN-B), nos momentos de redução das taxas de juros sua rentabilidade tende a ser impulsionada para cima, conforme expliquei nesse texto sobre o funcionamento dos Fundos de Inflação.

Como a redução das taxas de juros até os 8,5%a.a. nesse semestre já está “precificada” pelo mercado, dificilmente esses fundos terão espaço para mais valorização forte como ocorreu até agora.

E pior: se por algum motivo inesperado qualquer os juros voltarem a subir, então os investidores de fundos de inflação podem ter grandes prejuízos num curto espaço de tempo.

Por isso tenha sempre muito cuidado com rentabilidades passadas ao avaliar investimentos em Fundos de Inflação.

Títulos de Renda Fixa Pré-fixados

Na mesma linha de raciocínio dos Fundos de Inflação, títulos de renda fixa prefixados como Tesouro Prefixado, Debêntures e outros, só valem a pena se você pretender ficar com o título exatamente até seu vencimento e estiver satisfeito com a taxa pactuada.

Isso porque caso você pretenda resgatar seu dinheiro antes do prazo de vencimento desses títulos, terá que os revender no mercado secundário. E nesse caso poderá perder dinheiro, caso as expectativas do mercado em relação à taxa de juros mudem para valores superiores a 8,5%a.a.

Dado o cenário de enorme incerteza que temos passado recentemente no país, todo cuidado é pouco nessas horas para quem tem o perfil de investimentos mais conservador.

Ao mesmo tempo, contratar títulos prefixados nessa altura do campeonato já não é mais um negócio tão interessante, pois dificilmente você irá encontrar títulos que remunerarão mais que 9,5% a.a. sem ter que prender seu dinheiro por pelo menos 2 anos na aplicação.

Fundos DI com taxa de administração elevada

Com uma taxa de juros básica de volta a 1 dígito no país, qualquer fundo referenciado DI que cobrar mais que 0,5% de taxa de administração corre risco de não conseguir cobrir nem a poupança em rendimentos líquidos.

Afinal, vale lembrar que além da taxa de administração, os fundos DI ainda sofrem incidência do Imposto de Renda sobre os rendimentos.

Portanto, mesmo na melhor das hipóteses, na qual o investidor já estivesse na alíquota mínima de IR de 15%, caso a taxa de administração for de 0,5% a.a. e a remuneração do CDI de 8,5%, isso dará um rendimento líquido aproximado do fundo de apenas 6,8% em 12 meses.

Por isso, comparar começará a se tornar uma tarefa cada vez mais importante para os investidores.

Poupança

Sim, sei que você já deve estar imaginando que poupança nem deveria estar nessa lista.

Mesmo assim resolvi colocar ela aqui para os mais teimosos.

Afinal de contas, com a taxa de juros em queda, o seu rendimento também será impactado negativamente.

Em primeiro lugar, simplesmente porque a Taxa Referencial (TR) já é influenciada pela taxa Selic. Logo, quanto menor a taxa de juros, menor o rendimento da TR.

Mas não para por aí!

Isso porque a regra atual na legislação brasileira é de que para uma taxa Selic de 8,5%a.a. ou menos, a poupança sofre mudanças em seu rendimento.

Ou seja, se as expectativas do mercado estiverem corretas e chegarmos ao final do ano em 8,5%a.a. da meta para a taxa Selic, então a poupança passará a remunerar o investidor em apenas 70% da taxa Selic + TR.

Em termos práticos isso seria o equivalente a 5,95%a.a. + TR, ou um rendimento mensal de cerca de 0,48%.

Portanto, se investir em poupança já não é a melhor alternativa hoje, acredite: pode ficar ainda pior.

E você, já sabe onde vai investir nos próximos meses? Se lembrou de mais algum investimento que deveria constar nessa lista? Comente aqui embaixo!

Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney ou de seus controladores.

 

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Felipe Medeiros

Economista e fundador do site Mais Retorno, também foi um dos criadores dos sites Bolsa Financeira e Melhores Fundos e de outras fintechs ao longo dos últimos 10 anos. Tem como objetivo compartilhar suas experiências e se conectar com outros investidores e entusiastas do mercado.

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