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5 Investimentos chave para ficar de olho com juros de 1 dígito

Hoje é dia de COPOM e a Selic deve voltar para 1 dígito (9,25%a.a.). Saiba quais investimentos merecem atenção daqui pra frente.

Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney ou de seus controladores.

Executivo
(fizkes)

No começo do mês escrevi sobre os 4 investimentos que precisamos tomar mais cuidado nessa nova fase de juros baixos no Brasil.

No entanto, como essa é semana de COPOM (na qual deveremos chegar finalmente à taxa de juros de 1 dígito) hoje o objetivo é o extremo oposto: quais são os investimentos que começam a valer mais a pena quando tivermos um país de juros civilizados?

Separei os 5 itens que acho que são mais relevantes, confira a seguir:

COE

Não apenas por uma remuneração menor dos juros nominais, mas também pela complexidade e incerteza do cenário atual, o COE pode ser uma excelente pedida.

Isso, claro, se o COE escolhido tiver uma boa estrutura montada dentro de si.

Poder arriscar um pouco mais seu dinheiro, sem arriscar o principal e as vezes tendo até um retorno mínimo garantido é o que tem dado cada vez mais popularidade a esse tipo de investimento.

E num cenário cada vez mais difícil de se encontrar bons pagadores de juros fixos, correr riscos vai começar a ser uma necessidade até mesmo para investidores mais conservadores (pelo menos para uma parte diminuta do seu patrimônio financeiro).

E é justamente nesses casos que o COE vai acabar caindo como uma luva.

Fundos Multimercado

Enquanto títulos e outras aplicações de renda fixa acabam sendo impactados diretamente com oscilações da taxa de juros para cima ou para baixo, a flexibilidade dos fundos multimercado permite que eles ganhem em qualquer cenário.

Evidentemente desde que o gestor do fundo que você escolher aplicar tome boas decisões.

Dessa maneira, alguns fundos de operações específicas como fundos Long & Short que ganham através da arbitragem dos ativos e não de uma remuneração de juros pré-contratada, continuarão trabalhando da mesma forma que antes, independentemente de qual for o valor da taxa Selic.

E mais: quando menor a taxa de juros, mais fácil vai ficando para que esses fundos consigam bater seus benchmarks, que geralmente são o CDI.

Por isso não estranhe se começarem a aparecer cada vez mais fundos que rendam 130%, 150% e até mesmo 200% do CDI daqui pra frente. 

Fundos Imobiliários

Sabe aquela correlação inversa entre taxa de juros e preço dos títulos?

Bom, se ainda não conhece funciona assim: sempre que os juros começam a cair (ou simplesmente a expectativa dos investidores em relação aos juros no futuro), títulos que mantenham a mesma remuneração como ativos de renda fixa pré-fixados e, claro, fundos imobiliários, tendem a se valorizar no mercado.

Veja só o que aconteceu com o IFIX(índice que mede a média da evolução mensal dos fundos imobiliários no Brasil, calculado pela B3) nos últimos 7 anos:

Fonte: B3

Perceba que de 2010 até final de 2012, foi justamente o período do governo Dilma em que os juros começaram a cair fortemente, batendo 1 dígito pela primeira vez desde o plano Real.

Depois disso vieram todos os problemas e a crise atual que já conhecemos e não preciso entrar em detalhes. Mas o importante é que os juros subiram bastante.

Resultado? IFIX em queda e depois um bom tempo estagnado.

No começo de 2016 esse quadro se alterou novamente: Inflação voltou a ceder, teve impeachment e otimismo do mercado, e uma nova expectativa de juros em queda tomou o mercado.

O gráfico deixa claro o que aconteceu desde então, atingindo novas máximas com certa frequência desde então.

É claro que os fundos imobiliários já subiram bastante nos últimos meses, mas enquanto os juros continuarem caindo, mais atrativos seus yields (remuneração mensal de aluguel dos FII) ficarão e, consequentemente, mais as pessoas aceitarão pagar por esses títulos fazendo com que seus preços subam ainda mais.

Por isso FII é um investimento que vale a pena continuar de olho daqui pra frente. 

Debêntures Incentivadas

É claro que hoje os juros reais até estão maiores que anteriormente por conta da baixa inflação, mas não podemos nos iludir: ainda estamos no Brasil.

Por isso, é sempre bom ser cauteloso em relação ao futuro inflacionário da nossa economia.

Nesse sentido, debêntures que garantam juros reais (juros + IPCA) podem ser uma excelente alternativa, sobretudo se forem para captação de recursos para projetos de infraestrutura.

Isto, porque debêntures de infraestrutura são incentivadas com isenção de Imposto de Renda sobre o lucro obtido tanto com os juros dos rendimentos, como de um possível ágio no caso de uma venda antecipada dos títulos.

Ações

Com a queda dos juros e uma iminente melhora econômica depois do fundo do poço, espera-se que as empresas comecem a ter melhores resultados no futuro e com isso acabem se valorizando.

O mercado inclusive já vem antecipando isso nos últimos meses, com rendimentos de 38,9% em 2016 e 4,4% em 2017 até agora.

Mesmo para quem não tem ideia de como escolher uma boa ação ou como começar a investir, existem algumas boas alternativas para participar desse mercado.

A primeira delas é através dos Fundos de Ações, onde um gestor profissional se responsabiliza pela tarefa de escolher as melhores empresas para investir e tem como meta conseguir superar um determinado índice de mercado, geralmente o Ibovespa ou outros índices da bolsa.

A segunda forma mais simples (e mais barata) de investir de ações de forma diversificada e sem precisar necessariamente de grandes conhecimentos no assunto é através das ETFs.

As ETFs também são Fundos de Ações, que contam com um custo muito menor que os fundos tradicionais e praticam apenas uma gestão passiva de seus ativos, ou seja, simplesmente aplicam seus recursos em ações que compõem algum índice ou setor específico.

Dessa forma o investidor consegue diversificar seus investimentos em quantidade razoável de ações, sendo rentabilizado por pelo menos a média do mercado.

 Conclusão

Como visto, juros menores não significam que seu dinheiro precisa render pouco, muito pelo contrário.

A questão agora é que cada investidor precisará cuidar com mais “carinho” dos seus investimentos se quiser conquistar retornos satisfatórios e consistentes.

E claro, investir sempre de acordo com o seu próprio perfil de investidor, pois é a única forma de evitar que você entre numa cilada e acabe se frustrando no mercado financeiro.

Se você ainda não conhece seu perfil de investimentos, recomendo fortemente que faça o Teste de Perfil que disponibilizamos no Mais Retorno. Ele é prático, intuitivo e não leva nem 2 minutos pra saber o resultado. E esse resultado sai na hora!

No final você ainda recebe um material exclusivo explicando em detalhes cada um dos investimentos mais adequados para seu perfil.

Aliás, mesmo para quem investe de longa data, seria bom fazer o teste para se atualizar nesse sentido.

E você? Já está preparado para esse novo cenário de juros baixos? Comente aqui embaixo!

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perfil do autor

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Maite Kattar

Responsável pela distribuição de COEs na XP Investimentos, tem mais de 12 anos de experiência na distribuição de produtos estruturados. Trabalhou por 9 anos em Nova York em bancos americanos e europeus e atua na XP Investimentos desde 2015. É formada em Engenharia de Produção pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e possui um MBA pela Harvard Business School

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