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Uma fila de recompensas

A espera recompensa quem tem o dom da paciência. Seja com aquele menu degustação, seja com bons lucros no bolso

Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney ou de seus controladores.

Prato de restaurante
(Shutterstock)

Um programa clássico de final de semana dos paulistanos: esperar durante boas horas na fila do restaurante do momento. Com sorte você consegue pedir bebidas e entradas na espera mesmo. Caso contrário, são horas a fio no aguardo.

Confesso que na hora em que a fome aperta, ficar ali esperando não é uma das atividades mais agradáveis. Mas basta lembrar que serei bem recompensada com um banquete dos deuses e que o martírio se transforma em uma etapa da experiência gastronômica.

Pois é, a espera recompensa quem tem o dom da paciência. Seja com aquele menu degustação, seja com bons lucros no bolso.

Veja o caso do famoso e tão comentado Fundo Verde, do mestre Luis Stuhlberger.

Não preciso nem me estender nos elogios ao fundo, que é, sem dúvidas, um dos melhores multimercados em terras tupiniquins. Os dados não negam. Quem entrou lá no seu início, há 20 anos, conseguiu retorno de 15.180% contra 1.992% do CDI. Nada mal, não é mesmo?

Mas quem olhar na pequena janela de rendimento dos dois últimos anos, não encontrará a melhor performance do mercado.

Isso porque investimentos demandam tempo. Demandam paciência para desfrutar do maná da terra prometida. Demandam resiliência quando parte do lucro parece estar descendo pelo ralo.

Ainda que no caso do Verde os investidores mais atentos possam atribuir a uma estratégia com timing errado do Stuhlberger e outras tantas justificativas pontuais, o fato é que, no longo prazo, o método é vencedor.

Se você não conseguiu aproveitar a pequena janela de abertura para investir no Verde - que demorou dez anos para voltar e ficou aberta por poucos dias - terá de procurar outros mestres para seguir ou fazer a própria gestão de seu patrimônio. Cá entre nós, tempo de espera em fila de restaurante tem limite né, vai saber quantos anos levará para que haja uma nova abertura de entrada no fundo e seu dinheiro não pode ficar parado.

Mas na capital da gastronomia, eu e os demais analistas da Levante fazemos justamente este trabalho. Conversamos com gestores, analisamos performances, portfólios e tantos outros fatores para que os nossos clientes tenham retornos tão bons quanto de investidores institucionais e dos detentores de grandes fortunas.

Dentro deste trabalho, buscamos ideias que tenham algum diferencial. Quando você olha a maioria dos fundos de ações, por exemplo, encontrará diversos gestores fazendo a mesma coisa (o que chamamos de alta correlação). Ou seja, de que adianta ter três fundos diferentes se eles estão fazendo praticamente a mesma coisa? Sem dúvidas, esse é um dos maiores desafios e uma das razões do brilhantismo do gestor do Verde – não desanime porque tem outras chances por aí.

Mas, mais do que isso, além de excelentes ideias de investimentos, queremos que você seja um investidor cada dia melhor: que saiba que tem muita gente fazendo o mesmo trabalho que o fundo vizinho, que tenha conhecimento dos mais variados produtos financeiros, domínio sobre o seu dinheiro e consciência de que o retorno não vem da noite para o dia. Se a elaboração de um prato demanda tempo, a construção de seu portfólio não deve ser feita a torto e a direito.

Que seja eterno enquanto dure

Recentemente, conversei com o Felipe Montagna (gestor de ações na Indie Capital) e uma das perguntas que fiz (a princípio em off) foi a respeito do comportamento do investidor em momentos de stress do mercado. Ou seja, o que eu queria mesmo era saber se ele percebia que as pessoas físicas, gente como a gente, sacava o dinheiro ao menor sinal de turbulência ou queda do valor das cotas.

Eu recebi a melhor resposta possível: não. E, pelo contrário, que alguns investidores até aproveitam para comprar mais quando percebem a queda e, portanto, quando está mais barato.

Motivo de orgulho e ponto positivo para os investidores que estão a cada dia mais conscientes da visão de longo prazo e preparados para ganhar assim como os mais endinheirados.

Para saber mais sobre a minha conversa com o Felipe e saber quais são as suas estratégias como gestor de recursos, é só dar o play no vídeo abaixo para conferir o vídeo na íntegra.

Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney ou de seus controladores.

 

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Glenda Ferreira

Nascida em Cassilândia (MS), é economista formada na Facamp-SP. Gosta de comer em bons restaurantes e viajar para conhecer outras culturas.

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Rafael Bevilacqua

O estrategista-chefe é formado em Economia na FEA-USP. Especialista em renda fixa, é maratonista e pai da golden retriever Ibove.

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Felipe Bevilacqua

Gestor especialista em fundos, é formado em Economia na FEA-USP. Também corre maratonas e passa os finais de semana em Serra Negra (SP).

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Eduardo Guimarães

Especialista de ações há 15 anos, é formado em Administração na FGV. Gosta de música e futebol, e pega ondas nas horas vagas.

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Felipe Berenguer

Responsável pela análise política, estuda administração pública na FGV. Acredita nas instituições e na democracia, e seu amor é o Santos FC.

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