PGBL ou LCI? Qual o melhor investimento para esse fim de ano?

Chega o final do ano e o clientes sempre perguntam a mesma coisa: vale a pena investir em PGBL? A pergunta, que já não é era fácil, torna-se ainda mais difícil com a quantidade de oferta de ativos isentos disponível no mercado.
Blog por Livia Mansur  

Chega o fim do ano e o clientes sempre perguntam a mesma coisa: vale a pena investir em PGBL? A pergunta, que já não é era fácil, torna-se ainda mais difícil com a quantidade de oferta de ativos isentos disponível no mercado.

De fato, o PGBL sempre foi a aplicação “queridinha” dos clientes para o final do ano, visando a restituição de IR no ano seguinte. Afinal, quem não quer receber imposto de volta? Mas no caso do PGBL trata-se apenas de um diferimento de imposto de renda. Sendo assim, no final da aplicação, o investidor pagará imposto sobre o valor total resgatado, tanto rendimento quanto principal. A vantagem está justamente na postergação do pagamento desse IR. Sendo possível assim capitalizar esse imposto postergado.

Já no caso dos instrumentos isentos, os recursos investidos já forma tributados e não há restituição. Por outro lado, todo rendimento obtido no investimento será livre de IR. Sendo assim, no momento do vencimento do papel, o investidor não pagará IR nem sobre o principal, nem sobre os rendimentos.

Pra facilitar a vida de seus clientes, a TAG Investimentos fez a conta e chegou a uma conclusão muito prática e objetiva para o prazo de 10 anos de investimento, considerando o IPCA em 6,5% e a taxa de juros em 11,25%:

- Se a opção (ao PGBL) for uma LCI/LCA a uma taxa de 97% do CDI, o PGBL é melhor desde que ele rode acima de 86% do CDI.

- Se a opção (ao PGBL) for uma debênture incentivada AAA com prêmio de 5% acima da inflação, o PGBL é melhor desde que ele rode acima de 92% do CDI.

- Se a opção (ao PGBL) for uma debênture incentivada A com prêmio de 7,5% acima da inflação, o PGBL é melhor desde que ele rode acima de 114% do CDI.

Vale lembrar que nessa análise não foram levados em conta a questão sucessória (ausência de inventário), onde a previdência sempre leva vantagem.

Importante: As opiniões contidas neste texto são do autor do blog e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney.

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Perfil do blogueiro

É especialista em alocação de recursos de clientes de alta renda e tem 10 anos de experiência no mercado financeiro. blogliviamansur@gmail.com