Como a geração Millennial vai dirigir o mundo?

Em 10 anos, a geração Millennial será 75% da força de trabalho mundial. Entenda como eles pensam, agem e se comportam, e como isso influenciará o mercado de trabalho, a economia e a direção das empresas.
Blog por Livia Mansur  

Os chamados“Baby Boomers” (nascidos entre 1946 e 1964) nasceram depois da segunda guerra mundial e mudaram o mundo com suas novas ideologias. Nas ruas, eles protestaram contra guerras, contra sexismos, a favor de direitos civis e lutaram contra tudo e todos. Apesar de ser uma das gerações mais ativas e menos egoístas de todos os tempos, no ambiente de trabalho levaram a competição ao extremo. Marcaram uma era com ideologias e polarizações.

Os chamados“geração X” (nascidos entre 1965 e 1981), em contraponto, preferem velocidade em vez de reflexão, autonomia em vez de decisões coletivas. Por outro lado, é a geração mais educada e com maior nível de escolaridade de todas.

Mas o foco do post de hoje são os chamados “geração Y” (nascidos entre 1982 e 2003), ou simplesmente Millennials. Trabalho com muitos representantes dessa geração e admito que muitas vezes me vejo surpresa e ao mesmo tempo inspirada pelo modo de pensar deles.

Segue abaixo as principais características dessa geração e como isso pode influenciar o mercado de trabalho, a economia e o mundo dos investimentos.

Os Millennials na direção de empresas:

Como executivos, os Millennials estão mais preocupados com o sucesso do grupo e menos com o sucesso individual. Não quer dizer que eles não querem sucesso, mas é importante entender o que é sucesso pra eles. Isso influenciará o mercado de trabalho, a economia e a direção das empresas. Eles, como executivos, vão começar aos poucos a questionar o modelo atual empresarial.

O mais famoso dos dias de hoje é Mark Zuckerberg, criador do Facebook. Ao comprar o WhatsApp por US$ 19 bilhões, todo mundo esperava que ele reouvesse seus investimentos rapidamente com bombardeios de propagandas. Mas ao contrario disso, ele deixou claro que monetização imediata não seria uma prioridade pra empresa dele. O foco estava mais para 5 a 10 anos pra frente, aonde o numero de usuários do aplicativo que hoje está em 465 milhões chegará, segundo suas estimativas, a 5 bilhões de pessoas com a explosão de venda de smartphones.

Isso me lembra um pouco aquele filme do Tom Hanks (só quem é da geração X vai lembrar) que uma maquina realiza o sonho dele de “ser grande”. Ele vira então um executivo de uma empresas de brinquedos, porque ele, ainda sendo um criança, sabe melhor do que ninguém os que as crianças querem. Tudo um pouco fantasioso, mas com um fundo de verdade. Hoje muitas empresas contratam Millennials pra entender melhor a cabeça dos mesmos e seu padrão de consumo.

Os Millennialscomo consumidores:

Eles exigem que as companhias tenha responsabilidade social. É a geração que mais exige isso antes de comprar um produto. E considerando a crescente força de consumo dessa geração, as empresas começam a considerar seriamente esse papel.

Eles também estão mais preocupados em ter experiências do que em acumular coisas.Segundo John Gerzema e Michael D´Antonio, autores do livro “Spend Shift: Howthe Post-CrisisValuesRevolutionIsChangingthe Way WeBuy, Sell, and Live”, 87,5% dos Millennials discordam da afirmação: “dinheiro é a melhor medida de sucesso”.

Os Millennials comoinvestidores:

Eles são mais desconfiados por natureza. Segundo um estudo da MFS Investment Management, quase metade dos Millennials não se sentem confortáveis em investir no mercado de ações. E eles preferem manter seus investimentos líquidos e conservadores.Segundo uma pesquisa do UBS, o investidor de 21 a 36 anos tem em média 52% do seu patrimônio em investimentos líquidos, comparado a 23% dos investidores mais velhos.

Segundo um estudo da Accenture, 43% dos Millennials se classificam como investidores conservadores, contra 27% da Generation X e 31% dos Baby Boomers. Eles desconfiam das grandes instituições financeiras, mas confiam muito em informações na internet, fóruns e redes sociais. 71% preferem ir ao dentista a ouvir o que seus gerentes de bancos têm a oferecer.

 

Pensar nessa nova geração que aos poucos vai ganhando espaço em diversas áreas da nossa sociedade tem sido o desafio das empresas que olham para o longo prazo.

Por isso, seja qual for sua geração, mantenha-se atualizado e bons investimentos!

Importante: As opiniões contidas neste texto são do autor do blog e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney.

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Perfil do blogueiro

É especialista em alocação de recursos de clientes de alta renda e tem 10 anos de experiência no mercado financeiro. blogliviamansur@gmail.com