Que país faz o maior bem para o mundo?

Um efeito colateral da globalização é que muitos problemas que antigamente ficavam restritos a um país, agora passa a ter consequências a nível mundial. Mas será que o contágio tem que ser sempre negativo? Será que coisas boas de um país não podem se tornar também boas pro resto do mundo? Entenda "The Good Index Country", criado pelo consultor político Simon Anholt.
Blog por Livia Mansur  

Simon Anholt é um conselheiro político independente que tem trabalhado com os chefes de estado em países que vão da Holanda à Botswana, da Jamaica à Malásia. Em seu país natal, o Reino Unido, ele é membro do “Foreign Office Public Diplomacy Board” e ele frequentemente colabora com instituições multilaterais, como as Nações Unidas.

Seu último projeto como pesquisador, lançado no ultimo dia 24/06, chama-se “The Good Country Index” (Índice de Bom País). Trata-se do primeiro índice mundial a medir exatamente quanto cada país contribui para o planeta e para a humanidade. Nesse caso o “bom" não significa o oposto de “ruim” e sim de "egoísta”. O objetivo do índice, segundo o próprio pesquisador, não é fazer qualquer julgamento moral, mas medir aspectos bem definidos como pesquisa, segurança, efeitos climáticos, etc..

Os EUA estão no 21º lugar do ranking geral, atrás dos principais países europeus. O Brasil está em 49º, atrás de Chile, Colômbia, Equador e Uruguai. Mas se destaca na categoria “clima e planeta”. Para mais detalhes basta acessar www.goodcountry.org.

Alguns detalhes da metodologia do índice ainda são questionáveis por outros pesquisadores. A revista “The Economist” da ultima semana inclusive levanta alguns desses pontos. Mas, em minha opinião, esse índice já é um passo importante para criação de um índice mundial com mais relevância. E acredito que isso, de fato, faria os países investirem mais nesses aspectos. Porque uma boa colocação no índice traria mais dinheiro pro pais. É isso mesmo, isso traria mais visitantes, mais investimentos, faria o país vender mais produtos também.  Poderíamos estimular os países a serem “melhores” para o mundo e eles seriam recompensados economicamente.

Pense nisso, e bons investimentos!

Importante: As opiniões contidas neste texto são do autor do blog e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney.

Deixe seu comentário

Perfil do blogueiro

É especialista em alocação de recursos de clientes de alta renda e tem 10 anos de experiência no mercado financeiro. blogliviamansur@gmail.com