Carteira de Ações X Fundos de Ações

Muito tem se falado no mundo dos investimentos sobre ativos com isenção fiscal. LCI, LCA, CRI e Debentures Incentivadas, são os investimentos mais citados pelos investidores antenados. E isenção para ações? Quando vale a pena? Fizemos um comparativo entre Carteira de Fundos e Ações e Carteira de Ações que vai te ajudar a tomar a melhor decisão no seu caso. Pense bem antes de investir!
Blog por Livia Mansur  

Muito tem se falado no mundo dos investimentos sobre ativos com isenção fiscal. LCI, LCA, CRI e Debentures Incentivadas são os investimentos mais citados pelos investidores antenados. Mas investimentos diretos em ações têm isenção fiscal para venda de até R$ 20 mil por mês.

Parece fazer pouca diferença na conta final, mas faz muita. Um investidor, por exemplo, que tenha R$ 500 mil aplicados em fundos de ações fundamentalistas com giro médio de 50% ao ano - bem em linha com a maioria dos fundos de ações tradicionais - gira em média pouco mais de R$ 20 mil por mês. Se o investimento fosse feito diretamente na física, a economia de imposto seria de quase 100%. Se considerarmos um rentabilidade de 20% ao ano, o investidor economizaria praticamente R$ 15 mil por ano em impostos. Relevante, não?

Outra vantagem da carteira de ações é que não há incidência de corretagem, taxas de custódia, administração, performance e custos fixos como CVM, ANBIMA, CETIP, etc.. Há apenas o custo de corretagem e custódia que, dependendo mais uma vez do giro anual da carteira, pode ser menor do que as taxas cobradas pelo fundo. Vale lembrar também que muitas vezes um fundo de ações mantém de 10% a 30% do patrimônio investido em renda fixa para arcar com futuros resgates. Faz pouco sentido pagar taxa de administração de um fundo de ação em cima de uma parcela relevante de renda fixa.

Então quer dizer que a a carteira de ações é sempre mais vantajosa? Não. Há fundos de ações que são tão sofisticados que seria praticamente impossível replicar na física as estratégias. Alguns usam derivativos só disponíveis para altos volumes, fazem investimentos no exterior e têm gestão extremamente ativa.

A dica é sempre analisar bem o fundo de ações escolhido e verificar se a alternativa de comprar diretamente papéis não é mais vantajosa. Pra ajudar nessa decisão, segue uma tabela comparativa dos principais pontos citados e outros que não citei, mas que são igualmente importantes:

 

Carteira de Ações X Carteira de Fundos de Ações
TemasCarteira de Ações

Carteira de Fundos de Ações

Imposto

Isenção para vendas mensais abaixo de R$ 20 mil.

Prejuízo compensável entre ações pelo próprio investidor.

Dividendos isentos de IR.

15% de IR na fonte.

Prejuízo compensável apenas entre fundos do mesmo administrador, pelo administrador.

CustosCorretagem e Custódia

Corretagem, Custódia, Taxas de administração e performance.

Custos fixos relevantes para fundos de patrimônio pequeno.

Carteira

Carteira 100% customizável.

100% alocada em ações.

100% transparente.

Eventual duplicidade de posições em ações

Possibilidade de investimentos em renda fixa para caixa.

Transparência parcial dos investimentos.

GestãoInvestidor precisa ter conhecimento do mercado de ações ou ter acesso à uma carteira recomendada.Gestão 100% terceirizada e profissional.
EstratégiasEstratégias limitadas.

Estratégias sofisticadas.

Importante: As opiniões contidas neste texto são do autor do blog e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney.

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Perfil do blogueiro

É especialista em alocação de recursos de clientes de alta renda e tem 10 anos de experiência no mercado financeiro. blogliviamansur@gmail.com