Procure uma corretora que te dê acesso aos mercados internacionais!

Os investidores nacionais estão se preparando para aprender a investir em ativos estrangeiros. Você também deve fazê-lo.
Blog por Marcos Eduardo  

Há 2 anos as plataformas de wealth management e private banking dos bancos que servem investidores ultra-ricos (ativos líquidos superiores a US$ 50 milhões) têm dado um único direcionamento aos seus clientes: esqueçam ativos brasileiros e olhem para o norte (Europa, EUA e Ásia). Simples assim! Começaram com produtos simples, comprados em S&P 500 e vendidos em Ibovespa. Ganharam bastante para seus clientes. Hoje essas estruturas já contam com um batalhão de profissionais qualificados para entender ações e bonds internacionais e diligenciar fundos internacionais.

 

Hoje investidores brasileiros, sejam pessoas físicas sejam institucionais não querem mais o Brasil, e por diferentes razões: há quem tema uma bolivarianização do nosso pais, há outros que entendem que seja mais fácil dar rentabilidade aos recursos com alocações internacionais: eu concordo com ambos. Vejam: um cliente que eu conheço fechou um câmbio de US$ 100 milhões a R$ 2,37 recentemente e está feliz. Mesmo com a queda da cotação do dólar, ele não se arrepende e diz estar dormindo melhor. Outro FIA gigantesco arrumou todo o aparato para investidor superqualificado e  hoje tem 60% de sua exposição ex Brasil.

 

Mas essa é a tendência também para os não-ultra ricos. Pessoas comuns, digamos. As corretoras estão tocando com vigor projetos de brokers dealers nos EUA e de Family Offices na Europa. Em pouco tempo se você quiser comprar US$ 5 mil em ações da Caterpillar ou da Roche, vai poder fazê-lo tranquilamente, em um apertar de um botão. Procure corretoras e instituições financeiras que estejam se preparando para isso. Temos que saber que o HOT hoje é qualquer coisa menos BRICs. O smart money está indo para os EUA, Europa, Japão, e ainda para algumas regiões menores mas muito promissoras como México, Peru, Colômbia, Chile, África (com exceção à África do Sul), Oriente Médio e principalmente Leste Europeu.

 

Não caia na conversa do gestor que diz “mal conheço Brasil, o que diremos de outros países”. Hoje se você quiser comprar ações da Apple, digamos, em 24 de estudos terá entendido muito mais do que poderia fazê-lo se debruçasse em empresas nacionais. E isso por três motivos muito simples: os analistas de sell side internacionais são infinitamente melhores (e mais bem pagos) do que os locais; há muito mais relatórios à disposição e as empresas analisadas são absurdamente mais transparentes e têm histórico mais longo. Não há porque você entender que não estaria ao seu alcance.

 

Pergunte hoje a um grande investidor se ele compra Pão de Açúcar. Talvez ele te responda que prefere comprar Casino. Ou se ele gosta de Arteris. Eventualmente ele te responderá que escolheu a operadora da Arteris no mercado espanhol, que está mais barata (e isso em cima de um fluxo de 1991-1992). Os europeus estão investindo pesado em ações espanholas. Os americanos ainda estão “leve” de ações européias e esse mercado tende a se apreciar.

 

Pense como rico. Fique rico. Não se venda a descoberto.

Importante: As opiniões contidas neste texto são do autor do blog e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney.

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Perfil do blogueiro

Marcos "Stark" Elias é engenheiro mecatrônico pela 2ª. Turma da Escola Politécnica da USP e MBA pela University of Pittsburgh, Pennsylvania. Ex-bolsista CAPES/PET, programa apoiado pelo Ministério da Educação para alunos de alta performance, Marcos fundou a GAS (hoje Vinci), Galleas, Empiricus, Benchmark Brazil, ITS e CEC Finance. É investidor em empresas nos setores de tecnologia e finanças.