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Escócia: com ou sem monstros, vá!

Néssie de pelúcia
(Paulo Panayotis / Adriana Reis)

Escócia – Highlands. “Espero que encontre Néssie”. É a última frase do falante motorista de táxi que me deixa em frente ao número 6, na praça Waterloo, região central de Edimburgo. São sete e meia da manhã. Uma névoa paira sobre a capital escocesa. “Vai ter tempo bom?” Pode ser que sim, pode ser que não, responde Jéssie, a jovem recepcionista que checa os bilhetes e encaminha os ansiosos turistas.

Nosso roteiro de um dia pelas Highlands

Parto para um dia mágico, há muito esperado, nas terras altas escocesas. “Meu nome é Mc Kenzie. Eu disse Mac Kenzie, não Mac Donalds”. É o nosso motorista, de humor brasileiro e fibra escocesa. Ele viveu por dois anos em Itapeva, interior de São Paulo, “com uma namorada brasileira” completa ele com olhos na estrada e mente no passado paulista. São oito horas da manhã e os primeiros raios do sol nos dão as boas vindas. Na pequena grande van, especial para pequenos grupos, americanos, asiáticos e australianos. Somos, ao todo, 12 pessoas. Pela janela, a paisagem muda dramaticamente. Com um céu muito azul, raro por estas bandas, trocamos o trânsito de Edimburgo pelas estradas pontilhadas de riachos e montanhas. Ouro e amarelo tingem as árvores que, a cada curva, trocam de cor.

Loch Lubnaig e as coreanas: euforia!

É outono. Primeira parada: o bucólico loch Lubnaig, ou lago Lubnaig. Cliques e mais cliques. As meninas da Coreia do Sul são as primeiras a posar, sacar o celular e atirar, digo, fotografar. De fato, o lugar é lindíssimo com águas claras, cristalinas. Terra e água se fundem, se mimetizam, se assumem. É uma relação serena e perene que dura milhões de anos. Lubnaig loch é um das dezenas de grandes lagos que formam este país que funciona como reservatório de água para toda a Grã Bretanha. Frescas e úmidas o ano inteiro, as terras altas – Highlands – são berço não só o melhor malte uísque da Escócia como de algumas das paisagens mais bonitas da Europa. Apesar de serem a maior parte do território escocês, estas terras abrigam apenas dez por cento de sua população(5.3 milhões na Escócia e pouco mais de 500 mil nas highlands).

Mc Kenzie recolhe lixo a cada parada: sustentável!

Saímos da auto estrada e percorremos pequenas estradas vicinais cheias de animais e vida. Vans, bem menores do que os ônibus de turismo, têm essa vantagem. “Saiam daí” , ordena Mackenzie aos faisões que insistem em correr à nossa frente sem entrar no mato. “Vocês não sabem quem é o chefe aqui?” ironiza nosso motorista mezzo brasileiro, mezzo gaélico. Aliás, o idioma ancestral por aqui é o gaélico. Loch, em gaélico, significa lago. Estamos no parque Glencoe, onde ficam as montanhas mais altas de todo o Reino Unido. Afinal, estamos nas terras altas, certo? Isolado, sem árvores e praticamente sem vegetação, Ben Nevis reina majestoso. Conhecido pelos locais como “The Ben”, está a 1344 metros de altitude. É de tirar o fôlego. Mais fotos, mais asiáticos agora acompanhados dos americanos, australianos, e, claro, dos brasileiros a bordo.

Vans novas e conforta´veis e motoristas estilosos!

Seguimos. “Roar, roar... os dragões soltam fogo pelas narinas encurralando os corajosos cavaleiros”... É o Mackenzie contando mais um conto. E com direito a sonoplastia! Esse é mais um dos motivos pelos quais somente em 2017 a Escócia faturou mais de 50 bilhões de reais em turismo. Eles gostam e levam a sério o que fazem.

Arco Iris no Lago Ness: sorte?

E o lago Ness, seguramente, entra com grande parte das motivações que trazem hordas de turistas para cá. Subo em um barco novo com um capitão velho. Navego no mítico Loch Ness, ou Lago Ness. Nosso pequeno grupo se junta a mais de duas dezenas de pessoas. Faz frio. Ninguém liga. Começa a chuviscar. Ninguém se abriga. Todos  tem os olhos fixos nas águas escuras, a procura dele.

Mais um barco parte a procura de Néssi, no Lago Ness

“Você já se encontrou com o monstro do lago Ness, pergunto eu ao capitão... Até meu divórcio nunca tinha me encontrado, responde o enigmático – e assustador – comandante do nosso navio... É cada uma hein?

Nosso enigmático capitão


FOTOS PAULO PANAYOTIS/ADRIANA REIS

O jornalista viajou a convite do Visit Britain, conheceu as Highlands com Rabbie`s Tour e seguro de viagem da Travel Ace.

Importante: As opiniões contidas neste texto são do autor do blog e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney.

 

perfil do autor

Paulo Panayotis

É jornalista profissional e fundador do portal de vídeos e dicas sobre turismo e viagem "O Que Vi Pelo Mundo". Autor de grandes reportagens nas principais emissoras de televisão: Globo, Bandeirantes, Record, SBT, além de correspondente internacional em Estocolmo, Suécia, e Londres, Inglaterra. Tem passaporte carimbado em mais de 50 países.

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