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As Insurtechs estão impulsionando as vendas e facilitando os processos no mercado segurador. Quem ganha com isso é o consumidor e o mercado! 

No vasto universo das ”techs”, sufixo dado às startups que levam modelos de negócio disruptivos a diversos setores, da agronomia (agrotechs) à educação (edutechs), as insurtechs, empresas inovadoras e digitais do ramo de seguros, acumulam cada vez mais relevância no mercado.

Uma pesquisa global feita com diferentes segmentos mostrou que são as insurtechs as responsáveis pelo maior gasto anual médio com inteligência virtual, com cerca de 25% a mais se comparado às marcas de produtos e consumos e de alta tecnologia, que aparecem logo atrás no ranking.

Os números da Global Insurtech Report endossam a ascensão das insurtechs. Dentre executivos globais de seguros de cerca de 40 países, 45% mantêm parcerias com startups do ramo. Pouco mais da metade dos entrevistados acredita que a disrupção representa o principal foco da estratégia de crescimento e 94% das seguradoras priorizam análises de risco mais precisas.

Essa onda começou no Brasil, por volta de 2010, e hoje tem números expressivos: são 53 insurtechs criadas entre junho de 2017 e junho de 2018, atingindo o número de 78 startups de seguros no país (dados da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico e do Comitê de Insurtechs). Algumas delas inclusive constam na lista da InsurTech 100, produzida pela FinTech Global, entre as startups mais inovadoras do mundo.

É natural que esse crescimento seja identificado por aqui. Em um país onde as fintechs apresentam resultados impressionantes, as insurtechs não poderiam ficar de fora. O sucesso de ambas se explica, entre outros, por um motivo em comum: a desburocratização de sistemas extremamente rígidos e arcaicos (tanto o bancário quanto o securitário).

Além da maior agilidade na contratação do produto e da transparência no acompanhamento do processo de aquisição, essas empresas oferecem aos clientes a possibilidade de personalizarem o seguro conforme suas necessidades.

A partir do investimento em inteligência virtual, é possível cruzar dados do segurado e oferecer a ele apenas o necessário. O valor cobrado é ajustado conforme as coberturas e assistências escolhidas pelo consumidor.

Essa customização diminui o preço do produto e consequentemente o populariza. Melhores preços e processos mais ágeis são um prato cheio para atrair um público que até então não queria ou não podia contratar um seguro no Brasil.

Antenadas nas tendências do mercado, as insurtechs também não ficam para trás no quesito marketing digital. Elas também apostam na produção de conteúdo de qualidade por influenciadores, nas redes sociais, como uma ferramenta determinante de difusão de seus produtos.

Até a próxima!

Importante: As opiniões contidas neste texto são do autor do blog e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney.

 

perfil do autor

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Rafael Monsores

Chief Sales Officer e Co-founder na Mobdiq e professor da Funenseg

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