Por menos clichês e mais ciência política

Este blog nasce com uma proposta diferente: abandonar o senso comum e os chavões, em busca de uma visão analítica mais sofisticada da disputa eleitoral e das instituições políticas. Isto não é um blog, nem um cachimbo: #épolítica
Blog por #épolítica  

Este blog nasce com uma proposta diferente e pretensiosa: abandonar o senso comum e os chavões da crônica política, em busca de uma visão analítica mais sofisticada da disputa eleitoral e das instituições políticas.

Sempre que possível e com bom humor, buscaremos um diálogo com a produção acadêmica mais recente em Ciência Política, batendo de frente com alguns dos preconceitos e profecias autorrealizáveis que infestam a análise nossa de cada dia.

Bonito no papel, mas nada fácil de fazer. Sabemos que isso significa esperar por uma chuva de pedras, desconfianças, bem como uma série de elogios a nossas inocentes mães – no entanto, cumpriremos nossa missão com a abnegação de um juiz de futebol.

É preciso estar atento e forte; não temos tempo de temer a próxima pesquisa eleitoral, ou de impedir o próximo analista de decretar o fim da incerteza eleitoral. “Sabe de nada, inocente!”, diria um grande filósofo contemporâneo, baseado em Washington.

Contudo, não somos canalhas o bastante para prometer que você ficará rico lendo este blog, tampouco temos a pretensão de extrapolar os limites da nossa área de competência, a Política.

Portanto, não espere por recomendações de compra ou venda de Petro e Sabesp, mas sim por um trabalho analítico calcado na qualidade do trabalho desenvolvido mundo afora por nossos comparsas, os cientistas políticos.

Esperamos, sim, ajudar nossos leitores na ingrata busca por um posicionamento melhor, neste turbulento ano eleitoral de 2014 – seja para entender a trajetória do Ibovespa ou para lidar com o bombardeio do marketing eleitoral.

E isto tudo se transforma em outra coisa que nos agrada: a educação política. Não duvido que nossos leitores adquiram um conjunto inigualável de argumentos, capazes de encerrar qualquer discussão fora de controle – na mesa do bar, na passeata contra a Copa ou no Facebook.

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Não apenas por acreditarmos na política como algo transformador, mas também por nos incomodarmos com os clichês do noticiário, os quais geralmente não resistem a um olhar singelo sobre as evidências disponíveis. Não tenha dúvida de que as carteiras recomendadas e seus "preços-alvo" incorporam muito disto.

Se os pontos acima não foram suficientes, pense que “nunca antes na história deste país” (depois de 2002) isso valeu tanto dinheiro: sejam os mercados eficientes ou não para transformar a informação relevante em rendimento, tenha certeza de estar com os cintos afivelados, sempre que houver uma pesquisa eleitoral no horizonte.

Estamos certos de que nossos textos implicarão o preconceito e a desconfiança de alguns, mas tornar a discussão política algo mais que uma conversa de botequim é nossa tarefa, sem acabar com a graça da conversa.

Não deixe de acompanhar nossas análises e de comentar nossos textos. Se possível, poupem nossas mães nos seus argumentos. #épolítica

Importante: As opiniões contidas neste texto são do autor do blog e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney.

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Perfil dos blogueiros

Ivan Fernandes, doutor em Ciência Política pela USP, professor da UFABC e da Fundação Mario Covas. Atuou como pesquisador visitante na Universidade de Illinois em Urbana Champaign em 2012 e foi professor nos cursos de graduação em Direito e Relações Internacionais na FMU.

Vítor Oliveira é graduado em Relações Internacionais e mestre em Ciência Política, ambos pela USP. É consultor da Pulso Público - Relações Governamentais e professor da Fundação Mario Covas.

Humberto Dantas é mestre e doutor em Ciência Política pela USP, professor do Insper e coordenador de cursos de pós-graduação na FESP-SP e na FIPE-USP, além de apresentador da Rádio Estadão.
eh.polit@gmail.com