Diplomacia de Resultados: sugestões para uma tão esperada mudança de rota

Por #épolítica

Embora a política externa no Brasil não esteja na prioridade momentânea do debate nacional, alguns ajustes podem contribuir para a superação menos traumática da grave crise econômica. A silenciosa mudança proposta pelo atual Ministro de Relações Exteriores, o Embaixador Mauro Vieira, é uma indicação desta possibilidade. Durante os últimos 13 anos, a diplomacia foi conduzida para a afirmação e reconhecimento do prestígio brasileiro na esfera internacional com forte matiz político. Todavia, pouco foi feito na agenda econômica internacional. Perdemos excelentes oportunidades. Neste segundo mandato de Dilma, contudo, sinais de mudança começam a emergir. Ao anunciar uma “diplomacia de resultados”, Mauro Vieira aluda a uma alteração importante na ação externa do país, uma vez que seu foco estaria na agenda econômica, fomentando inserção internacional mais assertiva e programática.

Dilma Rousseff

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O modo de agir?

Por #épolítica

Difícil acreditar que doações dessas empresas para o PT sejam frutos de ações corruptas e que para o PSDB, por exemplo, sejam gestos de responsabilidade social empresarial. O fato de a corrupção ser generalizada, no entanto, não pode servir de maneira alguma como tese de defesa de qualquer agente envolvido.

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E se sorteássemos cidadãos para julgar políticos acusados de corrupção?

Por #épolítica

Minha proposta para melhorar nossa democracia: a criação da Câmara dos Cidadãos, escolhida diretamente por sorteio e reunida uma vez por ano para apurar e julgar politicamente casos de corrupção por representantes eleitos.

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Furacões ou terremotos?

Por #épolítica

Será que tudo o que promovemos em termos de negócios, sobretudo no campo público, está corroído? Difícil encontrar resposta exata para essa pergunta, mas é fato que só existe um sinal positivo no arrefecimento da crise política: alguns otimistas esperam que a partir de agora o país possa se orgulhar com um pouco mais de certeza de suas instituições formais de justiça.

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Terceirização: de que adianta sua simples proibição?

Por #épolítica

Uma visão a respeito dos dilemas que são colocados com o debate sobre a terceirização. Perigos e virtudes de uma eventual mudança são debatidos por Thiago Mendonça de Castro. Um breve relato histórico jurídico mostra os perigos da falta de regulação desse tipo de atividade. Contudo, a regulação a ser criada não deve constituir mais um mecanismo que prejudique as relações trabalhistas e muito menos a situação do trabalhador.

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Incerteza – palavra maldita

Por #épolítica

Em 1999 o início do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso foi turbulento. A política cambial mudou e contrariou garantias eleitorais. A oposição, capitaneada pelo PT, pediu impeachment, clamou por renúncia e convocou para as ruas. Lula e Dirceu disseram que o melhor era ver o PSDB sangrar até 2002. Em certo sentido foi o que aconteceu.

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Quebra da Coalizão abre espaço para irresponsabilidade da Câmara

Por #épolítica

Ao fazerem parte do governo, nomeando ministros e controlando recursos, os partidos e seus deputados tornam-se também responsáveis pelo seu destino. Não obstante, isto requer a montagem de um gabinete ministerial político e coordenado aos partidos, em proporção à sua importância no parlamento. Algo que nem de perto ocorre hoje em dia.

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A vez de Michel Temer?

Por #épolítica

Essa primeira semana de agosto trouxe algumas novidades na crise política brasileira. Além da extensão da investigação da Lava Jato para o núcleo político do esquema de corrupção com a prisão de José Dirceu, uma nova rodada de pesquisa de aprovação do governo pelo Datafolha foi divulgada e, finalmente, as lideranças da oposição e de parte do PMDB fizeram alguns encontros que levantam dúvidas sobre a fidelidade destes últimos à presidenta Dilma.

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Do passado ao futuro – um desafio para entender o presente

Por #épolítica

Na semana passada a presidente Dilma Rousseff convocou uma reunião com os 27 governadores do país. Mas o que de fato a presidente queria para além de apoio político? Simples. Precisa desarmar uma pauta BOMBA que tramita no Congresso Nacional, ameaçando as contas públicas com gastos excessivos. Para tanto, entendeu que precisa do apoio dos governadores, que também teriam seus cofres vitimados por tais matérias legislativas.

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UM GOVERNO EM ESTADO DE CHOQUE

Por #épolítica

Passa outa semana e o governo Dilma aumenta o cipoal de problemas políticos e econômicos do país. Contudo, nessa semana uma novidade foi apresentada. A presidência busca uma aproximação com os governadores para melhorar a governabilidade do país e encontrar alguma forma de sustentação política. Infelizmente, mais uma vez, a solução encontrada pelo governo não passa por um debate sério a respeito dos problemas do país -- nenhuma reforma fundamental é discutida ou mesmo aventada! A pergunta que nos resta, será que Dilma pode se tornar uma líder a altura dos desafios do Brasil?

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Perfil dos blogueiros

Ivan Fernandes, doutor em Ciência Política pela USP, professor da UFABC e da Fundação Mario Covas. Atuou como pesquisador visitante na Universidade de Illinois em Urbana Champaign em 2012 e foi professor nos cursos de graduação em Direito e Relações Internacionais na FMU.

Vítor Oliveira é graduado em Relações Internacionais e mestre em Ciência Política, ambos pela USP. É consultor da Pulso Público - Relações Governamentais e professor da Fundação Mario Covas.

Humberto Dantas é mestre e doutor em Ciência Política pela USP, professor do Insper e coordenador de cursos de pós-graduação na FESP-SP e na FIPE-USP, além de apresentador da Rádio Estadão.
eh.polit@gmail.com