7 erros frequentes no orçamento doméstico

Você comete algum deles?
Blog por Thiago Alvarez  

Controlar o orçamento doméstico não era tarefa fácil — a prova é que, segundo dados de um estudo recente realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), mais de 60% das famílias brasileiras estão endividadas, comprometendo parte considerável da renda com o pagamento de parcelas e juros.

Reunimos abaixo os principais erros que levam ao desgaste das finanças. Se o seu orçamento anda desequilibrado, confira aqui se você não está cometendo alguns desses erros. Nunca é tarde para se organizar!

1. Tratar gastos fixos como inalteráveis

Aluguel, água, luz, telefone e supermercado são gastos fixos e, na maioria das vezes, inevitáveis — mas não inalteráveis! Em situação de contenção de gastos, por exemplo, pode-se considerar a redução da conta do supermercado ou procurar um aluguel mais barato.

2. Parcelar qualquer compra, mesmo que sem juros

O hábito de parcelar pequenas compras no cartão de crédito é o primeiro passo para o descontrole nas contas. O que, à primeira vista, parece uma vantagem a longo prazo é uma armadilha: sem a visão real do quanto você já gastou, várias pequenas parcelas viram uma grande dívida no cartão no final do mês.

3. Não destinar pelo menos 15% de sua renda para prioridades financeiras

Quais são as prioridades financeiras da sua família? Pode ser comprar a casa própria, pagar a faculdade dos filhos ou fazer uma previdência privada — o ideal é alocar ao menos 15% da renda familiar para essas metas prioritárias. Para atingir esse ideal, lembre-se da regra dos 50-15-35.

4. Pensar apenas nos gastos e não considerar alternativas de aumentar a renda em médio/longo prazo

Se mesmo controlando os gastos o seu salário ainda acaba antes do final do mês, considere mudar de emprego! Você não precisa continuar ganhando o que ganha hoje. Trabalhe muito, especialize-se em sua área de trabalho, procure melhores práticas de colegas e outras empresas. A médio/longo prazo, você poderá se candidatar a vagas melhores. Outra alternativa para aumentar a renda é atuar como freelancer nos períodos em que não está no trabalho principal.

5. Ignorar os gastos do dia a dia

É comum nos lembrarmos das grandes despesas na hora de elaborar o orçamento doméstico, mas nos esquecermos das pequenas. Estipule um valor diário que pode gastar com esses pequenos itens, assim você evita surpresas ao final do mês.

6. Não ter uma reserva financeira suficiente para pelo menos 3-6 meses

Ninguém está livre de perder o emprego ou de ter um problema de saúde. Nessas horas, o nível de vida pode cair drasticamente se você não tiver se planejado. É importante manter uma reserva com a qual você consiga manter as principais contas em dia até conseguir se reposicionar. Lembre-se dessa poupança na hora de definir as suas prioridades financeiras.

7. Não ter um orçamento

De longe o maior erro no trato das finanças pessoais. Sem um controle do que se gasta, a tendência é se atolar em dívidas; e sem um planejamento financeiro, você fica estagnado — não consegue investir seu dinheiro nem pensar no futuro. No GuiaBolso.com descobrimos que esse era o principal problema de famílias que se endividaram e por isso criamos ferramentas para ajudá-las a organizarem seus orçamentos automaticamente.

Com um orçamento equilibrado, você se sente em controle do seu bolso e consegue dar um destino melhor ao dinheiro que tem trabalhado tanto para conseguir.

Importante: As opiniões contidas neste texto são do autor do blog e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney.

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