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As maravilhas do carro conectado

US$ 212 bilhões. Esse é o movimento financeiro anual que os carros conectados geraram nos EUA. E logo, logo, estaremos falando em Trilhões de dólares.

Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney ou de seus controladores.

Carro impressora 3D
(Edag/divulgaçao)

Caro leitor; digníssima leitora; hoje vamos falar sobre a mudança do perfil dos usuários de carros!

Um dos pontos que podemos afirmar é que os carros, num espaço de 1-2 décadas, deram um salto (evolutivo) fenomenal. Basicamente, saímos de um PA (anos 50 até 90) para uma PG.

A conectividade/tecnologia foi fator predominante para esse salto.

Mas, “o mais-melhor-de-bom” é ver alguns impactos que isso trouxe para o mercado (aqui não o mercado automotivo, mas sim para a economia em geral).

Logicamente que nós, “tupiniquins”, ainda estamos na idade das trevas (mas estamos chegando no renascentismo). Vendo o pessoal que vive acima da linha do Equador, lá na terra do Tio Sam, trouxemos um monte de coisa interessante de lá.

O carro conectado – Tipo o OnStar, da GM – é um exemplo “crássico” para este artigo.

O que os “Red Necks” estão fazendo com isso? Bom, tem um estudo da PYMTS junto com a Visa, que traz um monte de coisas legais!

Para começarmos a pensar nesse “adorável mundo novo”, devemos levar em conta que lá nos EUA – TODO DIA – 135 milhões de americanos saem com o seu carro toda manhã! Estamos falando aqui de 54% da população adulta.

E a grande parte deles já está conectada! Aí, a grande pergunta é: O que eles fazem com isso?

Bem.... esse pequeno mar de motoristas (135 milhões) gasta em média US$ 212 bilhões em café; comida; gasolina; estacionamento e outras.

Carros conectados é uma tendência sem volta. O que o EU NÃO VEJO, ainda, por aqui, é o pessoal trabalhando com essa nova tendência para aproveitar as oportunidades que se criam. Vamos voltar ao nossos “Red Necks”:

 

54% pede comida, gastando em média US$ 47,3 bilhões (fazem isso ao menos 1 vez por semana);

39% procuram E PAGAM por combustível, gastando em média US$ 59,6 bilhões (fazem isso ao menos 1 vez por semana);

40% faz pedidos de café, gastando em média US$ 18,7 bilhões (fazem isso ao menos 1,6 vezes por semana);

16% procuram E PAGAM por estacionamento, gastando em média US$ 6,5 bilhões (fazem isso ao menos 1,5 vezes por semana);

 

Aí a nossa outra pergunta é: Como eles pagam por isso?? Na média, 35% pagam direto no APP do serviço que eles estão pedindo (55% usam cartão de crédito).

E quem está movimentando toda essa dinheirama? A grande maioria (25%) é da geração “pera-com-leite” conhecida como milleniuns! Eles são 18% da população. E outro percentual interessante é o da geração Z,  que - só agora – tem idade para dirigir um carro! Eles são responsáveis por quase 16% dos pedidos. Basta você dar aos Milleniuns conforto e tecnologia, que cada vez mais eles a utilizarão. Já para as outras gerações, como já disse Keynes: “...no longo prazo, todos nós estaremos mortos...”.

Estamos falando apenas, dos novos hábitos que os motoristas atuais possuem, por causa da tecnologia/conectividade. Nem tocamos no ponto de carros autônomos, onde o estudo aponta para um movimento financeiro de quase US$ 7 trilhões lá para 2050, quando os carros autônomos deverão estar bombando!

 

E, gente... 2050 é logo ali! Chegará antes do que o Metrô da avenida Roberto Marinho, aqui em São Paulo....

 

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perfil do autor

Raphael Galante

É economista, trabalha no setor automotivo há 14 anos e atua como consultor na Oikonomia Consultoria Automotiva.

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