Descarte de resíduos da construção civil feito corretamente evita desperdícios

O descarte dos resíduos sólidos das construções e reformas devem receber destinação correta para não agredir o meio ambiente e cooperar para a reutilização.
Blog por Andressa Valli  

Será que as empreiteiras e construtoras dão um destino correto para todo material que sobra e deve ser descartado? Por que há tanto desperdício e descarte em local não indicado e que pode acarretar prejuízos ao meio ambiente?

Os resíduos sólidos das construções e reformas devem receber destinação correta, regulamentada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente, dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e seguir normas  ABNT. Os resíduos  são classificados em quatro classes diferentes, de acordo com as suas especificações, o descarte e a possibilidade de reciclagem. No entanto, normalmente, deixam dúvidas na hora da definição do encaminhamento para os aterros de resíduos perigosos e/ou empresas de reciclagem.

Na opinião da engenheira e consultora técnica de sustentabilidade do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), Lilian Sarrouf, o pequeno gerador de resíduos, que precisa descartar uma lata de tinta ou uma pilha de madeiras, é quem mais sofre com a falta de informação sobre o assunto. “Em algumas situações é possível aproveitar o material na própria obra. Em outros casos, é preciso separá-los para descarte. Tudo depende da classificação e da periculosidade”, explica.

Segundo Lilian, a tinta epóxi, por exemplo, precisa ser descartada em um aterro para resíduos perigosos. Mas se o que sobra for apenas uma lata pequena, pode sair muito caro enviá-la para o aterro. “Para isso existem as áreas de transbordo e triagem reguladas pela prefeitura do município ou órgãos ambientais. A madeira, que não é classificada como material de risco, pode ser enviada diretamente para a reciclagem.”

Ao fazer uma reforma, a primeira orientação da especialista é perceber a maneira como são retiradas louças, esquadrias e revestimentos, pois com o manejo correto é possível reutilizá-los em outras obras. Já em casos de demolição, pode-se reutilizar os resíduos cimentícios, cerâmicos, madeiras, plásticos e metais. Se o material não puder ser reaproveitado ou reciclado, é preciso seguir as orientações de descarte do Conama, que regula a gestão de resíduos da construção e determina que todo município tenha uma área de transbordo e triagem.

 “A realidade é um pouco diferente”, destaca Lilian. “Ainda existem muitas cidades que não contam com estes espaços. Neste caso, deve-se procurar a área de transbordo de outro município e, paralelamente, cobrar das autoridades da sua cidade que um espaço apropriado seja criado”, explica.

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Seminário visa debater o descarte de resíduos

Para aprofundar o debate em torno dos resíduos da construção civil, o SindusCon-SP, por meio do Comitê de Meio Ambiente (Comasp), realizará o seminário “Resíduos de construção civil – avanços obtidos nos 13 anos da Resolução Conama 307/2002”, na 9ª edição do Concrete Show, que acontece de 26 e 28 de agosto, no São Paulo Exhibition & Convention Center.

Na ocasião serão apresentados cases de gestão de canteiros, a criação do programa de logística reversa de resíduos de tintas imobiliárias. O debate abordará ainda a produção e utilização de agregados reciclados. “Vamos apresentar as novidades e os resultados concretos dos avanços das ações do grande gerador de resíduos e dos agentes públicos, além de mostrar a atualização de normas e legislações”, conta Lilian.

Os participantes poderão conhecer o Sistema de Gerenciamento Online de Resíduos Sólidos - Módulo Construção Civil (Sigor), além das experiências dos municípios de Jundiaí e São Paulo na implantação de sistemas informatizados para gestão dos resíduos de construção. O Sigor faz parte de uma ação realizada pelo SindusCon-SP e a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), que permite gerenciar as informações sobre os fluxos de resíduos de construção civil no estado de São Paulo.

O Comasp também fará o lançamento da publicação “Gestão ambiental de resíduos da construção civil - Avanços institucionais e melhorias técnicas”, que congrega as questões que serão discutidas no seminário, além de um levantamento realizado em doze canteiros de obras. A partir desse trabalho, foi elaborado um conjunto de orientações sobre o uso de resíduos em canteiros.

Serviço:

Seminário “Resíduos de construção civil – avanços obtidos nos 13 anos da Resolução Conama 307/2002”—  Concrete Show South America

Data: 26 de agosto

Horário: 14h às 18h

Local: São Paulo Exhibition & Convention Center – antigo Centro de Exposições Imigrantes (rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – São Paulo)

Mais informações e inscrições: www.concreteshow.com.br

 

Sobre o SindusCon-SP

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) é a maior associação de empresas do setor na América Latina. Congrega e representa 650 construtoras associadas e 15 mil filiadas em todo o estado. A construção paulista representa 34% da construção brasileira, que por sua vez equivale a 5,5% do Produto Interno Bruto do Brasil.

 


 

Fonte: BlogDaLux.com.br e SindusCon-SP

Link: http://bit.ly/1MxAgnh


Importante: As opiniões contidas neste texto são do autor do blog e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney.

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Perfil da blogueira

É publicitária, pós-graduada em relações públicas e gerente comercial de uma das maiores imobiliárias do país. contato@blogdalux.com.br