Governo federal pretende regularizar todas as pendências do programa Minha Casa Minha Vida

Governo federal pretende regularizar todas as pendências do programa Minha Casa Minha Vida para dar continuidade ao programa
Blog por Andressa Valli  

O governo federal comprometeu-se a regularizar os pagamentos em atraso das obras do programa Minha Casa, Minha Vida, por meio de desembolso para quitação de parte dos passivos (R$ 600 milhões) e da readequação do cronograma de projetos cujas obras tenham menos de 70% de execução.

A meta é regularizar todas as pendências com o setor até 15/08. Porém, não haverá novas contratações. “O governo nos dá um sinal de que deseja solucionar os problemas”, afirma José Carlos Martins, presidente da CBIC.

“É de crucial importância que o governo cumpra a promessa de lançar, em agosto, a 3ª fase do programa, para garantir às empresas a manutenção de um nível mínimo de atividades, bem como conter as demissões no setor”, considera Flávio Prando, vice-presidente de Habitação Econômica do Secovi-SP e presidente da Comissão da Indústria Imobiliária da CBIC.



Otimismo no mercado imobiliário

As construtoras que trabalham no programa Minha Casa Minha Vida irão dar um voto de confiança ao Governo Federal. Foi proposto um acordo que promete pagar, até o dia 15 de agosto, R$ 1,6 bilhão devido pelo governo. Em troca, as empresas concordariam em receber os pagamentos, a partir da metade do próximo mês, em até 60 dias após o serviço ser realizado.

O acordo atinge apenas as construções da faixa 2, voltada às famílias que ganham de R$ 1.600 a R$ 3.275, e da faixa 3, que contempla famílias que ganham até R$ 5 mil. Se o faturamento for de até R$ 48 milhões, o prazo é de 30 dias. Se for entre R$ 48 milhões e R$ 96 milhões, o Governo tem até 45 dias para pagar e, acima de R$ 96 milhões, até 60 dias.

A princípio, a maior preocupação das construtoras é de ter os pagamentos quitados pelo Governo.

Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, os pagamentos não deveriam depender de acordos, mas a decisão pode ajudar o quadro em que se encontram as construtoras. "Não é o que gostaríamos, mas, em um momento tão difícil pelo qual o Brasil passa, o Governo se comprometer com determinados prazos já é algum avanço. Vamos dar um voto de confiança para ver se conseguem fazer o País andar", afirma.

Segundo o presidente da CBIC, até abril de 2014, as construtoras eram pagas em até dois dias. Após esse mês, o prazo era de 15 dias e, posteriormente, começaram os atrasos.

Ele afirma que a falta de compromisso em relação aos pagamentos pode trazer prejuízos maiores para o próprio Governo no futuro. "Isso atrapalha um produto que já tem uma margem de lucro muito pequena. Então, se atrasa, as empresas retiram dinheiro dessa margem, o que torna o negócio menos atrativo. Quando se tem menos empresas interessadas, em algum instante, o Governo terá que pagar mais caro", pontua.

O Governo já depositou R$ 600 milhões do débito. Até o dia 15 deste mês, deve pagar mais R$ 850 milhões e, em agosto, quitar toda a dívida.

 

 

Fonte: BlogDaLux.com.br e Secovi-SP

Link: http://bit.ly/1RnhnYQ

 


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Perfil da blogueira

É publicitária, pós-graduada em relações públicas e gerente comercial de uma das maiores imobiliárias do país. contato@blogdalux.com.br