MEI ou Simples Nacional para formalização do corretor de imóveis?

As vantagens e desvantagens aos profissionais liberais e autônomos ao aderirem ao Simples Nacional ao formalizar-se.
Blog por Andressa Valli  

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Desde o início do ano, advogados, corretores de imóveis, jornalistas, psicólogos e arquitetos, entre outros profissionais, podem se beneficiar do Simples Nacional.

 Para todos esses profissionais liberais -inclusive corretores- que faturam mais de R$ 60 mil ao ano, o enquadramento ao Simples Nacional tem como vantagem a redução da carga tributária, possibilita o recolhimento unificado dos impostos federais, estaduais e municipais (ISS, PIS, COFINS, IRPJ, CSLL, IPI, ICMS e ISS), além da contribuição patronal previdenciária.  

O regime teve um único critério para ser adotado a partir de 1º de janeiro de 2015: o teto anual de faturamento de 3,6 milhões de reais. Estima-se que mais de 400 mil negócios foram beneficiados pela modificação.

Mas o que é melhor para um corretor que pretende se formalizar? Tornar-se MEI - o BlogDaLux.com.br  falou a respeito aqui em 30/06 - ou aderir ao Simples Nacional?

Wilmer Mello, contador especialista em profissionais liberais e autônomos, explica: “Os corretores que faturam até o limite anual de R$ 60 mil  é mais vantajoso optar pelo MEI, porém, ultrapassando este limite é automaticamente enquadrado como Simples Nacional”

O ideal é que o profissional consulte sempre um contador para ter certeza se a sua empresa terá vantagens na mudança para o Simples Nacional.  “A opção pelo Simples não é tão simples assim, a legislação é complexa e existem tabelas e alíquotas diferentes de acordo com a atividade e faturamento de cada empresa. É necessário elaborar um estudo tributário completo e com bases nestas informações partir para a mudança”, explica Wilmer.

O BlogDaLux.com.br e o escritório DM Associados Contábeis explicam pontos importantes do regime Simples Nacional:

 

1. Como entrar no Simples Nacional?

Para entrar no Simples, o agendamento da entrada é feito pela Internet, no site da Receita Federal. É preciso ter o número do CNPJ e do CPF do responsável pela empresa e o código de acesso, que é fornecido pela Receita.

Caso o corretor não tenha o código de acesso, ele pode solicitá-lo na hora da adesão por meio do mesmo link de opção ao Supersimples.

 

2. O teto não vale para todos os Estados brasileiros

Para o pagamento dos oito impostos federais vale o teto de 3,6 milhões de reais, mas para o recolhimento de ICMS (estadual) e ISS (municipal) os tetos de faturamento bruto anual variam de acordo com a participação de cada Estado no PIB brasileiro.

 

3. Principais benefícios

Os donos de empresas de todas as atividades incluídas na nova revisão do Simples Nacional serão beneficiados com a redução de impostos. Além disso, reduz a burocracia para a abertura e fechamento de novas empresas.

 

4. As alíquotas de imposto variam de acordo com tabela

O Simples Nacional conta com seis tabelas e cada uma contém alíquotas para diferentes setores e faixas de faturamento. Se a empresa é do setor de Comércio, por exemplo, basta acessar a Tabela I do Simples Nacional.  A definição do setor é a mesma que consta do seu CNPJ.

 

“Tanto a MEI como Simples Nacional têm como principais vantagens  o registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), comprovação de recursos financeiros, aprovação de linhas de créditos, menor tributação no Imposto de Renda Pessoa Física. Meu conselho para qualquer profissional liberal ou autônomo é: formalize-se.” finaliza Wilmer.

 

 

Fontes: BlogDaLux.com.br e Wilmer Mello. Escritório DM Associados Contábeis. wilmer@dmassociados.com.br

 

Link:  http://bit.ly/1gfi4Tf

 

 


Importante: As opiniões contidas neste texto são do autor do blog e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney.

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Perfil da blogueira

É publicitária, pós-graduada em relações públicas e gerente comercial de uma das maiores imobiliárias do país. contato@blogdalux.com.br