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Em bbseguridade

BB Seguridade anuncia dividendo de R$ 1,5 bi e alivia fraco resultado no segundo trimestre

Empresa pagará R$ 0,7859 por ação e investidor deve ter o papel em sua carteira até a próxima quinta-feira

Dinheiro
(pathdoc)

SÃO PAULO - Com mais um resultado trimestral considerado fraco pelos analistas, BB Seguridade (BBSE3) figurou entre os destaques de baixa do mercado, chegando a recuar mais de 1% ao marcar mínima em R$ 25,04, mas logo se recuperou e está praticamente estável nesta manhã, com os investidores de olho no dividendo anunciado pela empresa no valor de R$ 1,5 bilhão.

Junto ao resultado do segundo trimestre publicado pela manhã, foi oficializado o pagamento de R$ 0,785912 por ação aos seus acionistas, o que corresponde a um dividend yield (dividendo pago por ação dividido pela cotação do papel) de 3,1% frente ao último fechamento dos papéis. Em termos de payout (proporção do lucro que são distribuídos na forma de proventos), isso corresponde a 80% do resultado líquido apurado no primeiro semestre do ano.

O valor será pago em 21 de agosto e para garantir o recebimento deste provento o acionista deve ter o papel em sua custódia até a próxima quinta-feira (9), o que corresponde a "data com" dos direitos. Portanto, no dia 10 de agosto as ações serão negociadas "ex-dividendos", ou seja, quando ocorrerão os ajustes. 

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Sempre que há um provento a ação sofre um ajuste para baixo na "data ex", que corresponde a essa "transferência de capital", que passa do patrimônio da empresa para o bolso do acionista. Por isso, o ajuste de proventos não significa que o investidor "ganhou" ou "perdeu" dinheiro com a ação, apenas que esse capital passou de um lado para o outro.

Resultado fraco no segundo trimestre

Se o yield de 3% traz certo alívio, o resultado do segundo trimestre não agradou os analistas. Apesar do lucro líquido de R$ 910 milhões ter ficado em linha com o esperado pelo mercado, o resultado operacional foi considerado fraco pelos analistas, que também não ficaram felizes com a redução de guidance.

Para este ano, a empresa espera que a variação do lucro líquido ajustado em relação 2017 fique entre -6% a -4%, sendo que a projeção anterior era de -2% a +2%. Segundo os analistas do BTG Pactual, esse guidance deve abrir caminho para uma revisão para baixo das projeções, "o que tem se tornado recorrente nos últimos trimestres". Segundo a equipe, o valuation atual pode estar atrativo, mas uma compra neste momento pode ser uma cilada para o investidor, o que os analistas fundamentalistas chama de value trap, ou seja, quando uma empresa está descontada na Bolsa frente sua média, o que no primeiro olhar é um atrativo para compra, mas as projeções futuras devem ajustar seu valor para baixo e tornando ainda mais barata.

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