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Má notícia não só para pessoa física: bancos devem sofrer com tributação da LCI e LCA

Tributação aumentaria também custo de financiamento das instituições com esses produtos, comenta BTG; impacto maior para bancos públicos

Banco do Brasil - Bloomberg
(Jean-Pierre Pingoud/Bloomberg News)

SÃO PAULO - Possibilidade de que a Fazenda tribute letras de crédito imobiliário (LCI) e agronegócio (LCA) até o final do ano não é uma má notícia somente para o investidor pessoa física, os bancos também devem sofrer com a tributação.

Isso porque o custo de financiamento das instituições com LCI e LCA também deverá subir, segundo analistas do BTG Pactual. Portanto, "a notícia é ruim para os bancos que mais emitem esses títulos, em especial os bancos públicos". 

Em reação, as ações do Banco do Brasil (BBAS3, R$ 18,28, -2,77%) aparecem como a maior queda do setor nesta sessão, entre os bancos grandes, embora o impacto alcance também as ações do Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 28,72, -0,87%), Bradesco (BBDC3, R$ 24,36, -1,14%; BBDC4, R$ 21,65, -1,32%) e Santander (SANB11, R$ 15,78, -0,13%), segundo cotação das 11h46 (horário de Brasília).  

Vale mencionar que, apesar da má notícia, as estatais têm registrado nos últimos dias forte volatilidade em função do quadro político, dado que uma possibilidade de impeachment tem puxado forte alta dessas ações, como foi visto no pregão de ontem. Embora em menor intensidadade, as demais ações do mercado brasileiro também se beneficiaram na véspera pelo sentimento de mudança na condução política. 

 

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