Em azul

Acordo entre Avianca e Azul deve mudar paisagem do trecho Rio-SP

Azul operará slots em Congonhas e no Santos Dumont caso a operação seja aprovada  

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(Divulgação/Azul)

SÃO PAULO – Passageiros frequentes da ponte aérea Rio-São Paulo devem ser os primeiros a notar quando a transação entre Azul e Avianca anunciada nesta segunda-feira (11) for concluída. Isso porque parte do acordo provavelmente incluirá slots de Congonhas, na capital paulista, e Santos Dumont, na cidade maravilhosa.

Slot é o termo usado na aviação para a alocação de horários cedidos a companhias aéreas para organizar decolagens e pousos. Segundo a Azul, entre os ativos a serem adquiridos estão 70 pares deles, além de cerca de 30 aeronaves e o certificado de operações. Importante ressaltar que esses números, embora apareçam em fato relevante, não foram confirmados pela Avianca.

Parece uma aquisição comum, já que uma empresa irá sair do mercado e ser incorporada pela outra, mas há diferenças importantes. A principal delas é que a Azul não ficará responsável por arcar com as dívidas da Avianca, que somam mais de R$ 490 milhões.

Essa manobra é possível graças ao formato do acordo, que cria uma UPI (Unidade Produtiva Isolada) para empacotar, em uma nova empresa, os ativos de interesse da Azul, isolando-os dos demais (incluindo dívidas e passivos). Foi a mesma estrutura utilizada pela Gol em 2007 para comprar ativos da Varig.

“A Avianca Brasil explica ainda que o acordo assinado prevê um DIP Financing, empréstimo com caráter de investimento prévio, para que possa manter sua operação até a realização do leilão de venda da UPI, que será agendado pela 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo”, disse a empresa em nota.

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