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Ambev lança nova cerveja "popular" com mandioca, a Magnífica

Nova marca, disponível no Maranhão, engorda portfólio de produtos de "valor" da companhia; mas é suficiente?  

Cervejas mesa
(Shutterstock)

SÃO PAULO – Depois do rótulo Nossa em Pernambuco, a Ambev anunciou, na última terça-feira (18) mais um lançamento dentro do segmento popular, também conhecido como “de valor”: a marca Magnífica. Com mandioca na composição, a nova cerveja será comercializada no Maranhão.

Assim como a Nossa, a Magnífica traz uma proposta regional e utiliza mandioca produzida por pequenos fazendeiros locais. Ambas são vendidas a preços menores que as principais marcas do grupo, Brahma e Skol, e portanto têm público mais amplo – por isso se enquadram no segmento de valor.

“Além de trazer um ingrediente tão típico da nossa gastronomia, ela também fomenta toda uma cadeia produtiva da microeconomia, em uma região pobre e sem muitos investimentos”, disse Ricardo Melo, vice-presidente de vendas da Ambev, na ocasião do lançamento da primeira marca do segmento.

Por que o "povão"

Enfrentando concorrência cada vez mais acirrada, a Ambev tem motivo para iniciar uma exploração neste mercado. Após a aquisição da Brasil Kirin, a Heineken ganhou força nesta frente com as nacionais Schin, Kaiser e Glacial. 

“Assim como as versões puro malte Brahma Extra e Skol Hops (para o segmento premium), acreditamos que o lançamento das marcas Nossa e Magnífica (para o segmento de valor) faz sentido dadas as tendências que vemos para o mercado”, disse o analisa Leandro Fontanesi, do Bradesco BBI, em relatório.

Há poucos dias, o mesmo analista destacou em publicação que as duas principais tendências vistas no consumo de cervejas entre brasileiros são a migração para marcas mais sofisticadas, por um lado, e a opção por preços mais baixos em supermercados, principalmente no estilo atacarejo, por outro (leia mais aqui). “O atacarejo é o canal mais crescente no Brasil, e estimamos que ele corresponderá a 16% do consumo de cervejas fora de bares em 2022, ante 12% em 2018”.

O analista, porém, vê a competição ainda com preocupação. “Não temos clareza se essas medidas serão suficientes para conter a competição (ex: Heineken)”, diz, mantendo recomendação neutra para o papel (ABEV3).

As ações da Ambev viam alta de 1,17% no fechamento desta quarta-feira. No ano, acumulam queda de 23,38% ante alta de 14,02% do benchmark Ibovespa.

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