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Decidido: corte de Bermudas anuncia liquidação da Agrenco

Decisão foi tomada após pedido formulado pelo Credit Suisse no final de setembro; liquidação pode ser interrompida caso empresa consiga chegar a uma solução com potenciais investidores e credores

Agrenco - Fábrica
(Divulgação Agrenco)

SÃO PAULO - A corte de Bermudas decidiu pela liquidação da empresa Agrenco (AGEN33). A decisão, anunciada pela empresa nesta segunda-feira (13) minutos antes do fechamento do pregão, veio logo após o Credit Suisse ter formulado o pedido de liquidação no último dia 16 de setembro. O pedido só foi analisado na sexta-feira passada (10).

“A Suprema Corte considerou basicamente que, à luz do endividamento da Companhia, a mesma deveria ser liquidada, mas que essa liquidação não impede as negociações com os potenciais investidores”, diz a Agrenco em comunicado enviado ao mercado. Caso as negociações entre os potenciais investidores e credores cheguem a uma solução, a corte de Bermudas pode interromper a iquidação a fim de possibilitar a reestruturação da companhia.

A trading agrícola Agrenco teve a falência de suas subsidiárias decretada no início de agosto. No dia 23 de setembro, foi comunicado ao mercado que o Credit Suisse pediu 6 dias antes para a Suprema Corte de Bermudas a liquidação da companhia sob alegação de que ela não tem capacidade de quitar sua dívida. O pedido tinha prazo para ser analisado até 10 de outubro - sexta-feira passada. 

A falência das empresas foi decretada após a companhia não conseguir aprovar o plano de recuperação judicial em Assembleia Geral de Credores. Desde então, suas BDRs (Brazilian Depositary Receipts), que eram negociadas sob o ticker AGEN33, estavam suspensas na BM&FBovespa. A Agrenco possui duas unidades produtoras de biodiesel no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e armazém de grãos dentre os seus ativos e possui R$ 1,2 bilhão de dívidas.

 

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