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Abril Educação dispara 6% após confirmar contratação de bancos para possível venda

Companhia informou que Itaú BBA e BTG Pactual vão auxiliá-lo na análise de potenciais oportunidades de mudança de controle

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(Shutterstock)

SÃO PAULO - A Abril Educação (ABRE11) deu uma sinalização clara nesta terça-feira (11) de que poderá ter um novo controlador. Respondendo às informações divulgadas na coluna de Sonia Racy, do O Estado de S. Paulo, a Abrilpar - controladora da Abril Educação - confirmou a contratação do Itaú BBA e do BTG Pactual para analisar "oportunidades estratégicas relacionadas ao seu investimento na Abril Educação", podendo inclusive envolver uma alteração no controle da empresa.

Com a confirmação da empresa, que foi divulgada via fato relevante por volta das 11h45 (horário de Brasília), as units da Abril Educação intensificaram os ganhos na Bovespa e subiam 6,07% às 12h36, valendo R$ 28,31 - pouco antes da nota ser publicada, os ativos ABRE11 avançavam pouco menos de 3%.

Vale destacar volume financeiro destes papéis, que nestas quase 3 horas de pregão já chega a R$ 13,5 milhões, quase o triplo da média diária dos últimos 21 pregões (R$ 4,7 milhões), sinalizando uma maior procura dos investidores pelos papéis da empresa nesta terça.

Ainda não há nada definido
Os rumores de que a Abril Educação pode ser vendida não são considerados uma grande novidade no mercado, sobretudo pelo péssimo desempenho que os papéis têm tido na bolsa - vale lembrar que em fevereiro do ano passado eles estavam cotados acima de R$ 50, ou seja, praticamente perdendo metade do valor de mercado nos últimos 12 meses. No entanto, a confirmação de que os bancos foram contratados com o intuito de avaliar possíveis estratégias gerou um otimismo extra para quem espera que ela seja vendida.

"A Abrilpar ainda não tomou qualquer decisão a esse respeito, mas desde logo gostaria de registrar que o que vier a decidir sobre essas oportunidades, se e quando tal decisão vier a ser tomada, será divulgada ao mercado e será executada em cumprimento com as leis de mercado de capitais brasileiras", esclarece a controladora da companhia de educação em seu fato relevante.

 

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