As maiores altas de juros da história do Tesouro Direto 

As taxas do Tesouro Direto alcançaram alta histórica na segunda-feira (26), primeiro pregão após a reeleição do presidente Lula, marcando crescimento de 2,88 pontos percentuais (p.p) dos prefixados no dia.

O presidente teve 51,79% dos votos válidos e superou Flávio Bolsonaro, que havia vencido o primeiro turno do pleito.

A lista reúne episódios de natureza diversa, como a crise das hipotecas nos Estados Unidos, a crise financeira global de 2008, o Joesley Day e a pandemia de Covid-19.

A data está entre os dias de maior alta dos juros na série histórica do programa.

Em momentos de forte volatilidade, é comum que o Tesouro Nacional cancele leilões e recompre títulos, e que o Banco Central atue no mercado de câmbio. Essas medidas foram adotadas em vários dos episódios da lista, que se diferenciam, sobretudo, pelos fatores que desencadearam cada movimento.

26/10/2026 - Reeleição de Lula — 2,88 p.p 12/03/2020 - Pandemia de Covid-19 — 2,06 p.p 23/10/2008 - Crise financeira global — 1,88 p.p. 18/05/2017 - Joesley Day —1,86 p.p. 19/03/2020 - Pandemia de Covid-19 — 1,48 p.p.

Os 10 maiores sustos do Tesouro

16/08/2007 - Crise das hipotecas — 1,13 p.p. 29/10/2021 - Precatórios e Selic — 0,99 p.p. 19/12/2024 - Pressão fiscal e câmbio — 0,97 p.p. 11/11/2016 - Eleição de Donald Trump — 0,78 p.p. 11/11/2022 - Discurso na transição — 0,76 p.p.

Os 10 maiores sustos do Tesouro

Nesses episódios, os títulos de prazo mais longo tendem a registrar as maiores perdas na marcação a mercado, já que a alta dos juros afeta mais os papéis com vencimento distante. 

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