BES recomenda compra das ações da Vale, vendo que o pior está precificado

Segundo os analistas, os papéis da mineradora têm capacidade de apresentar bom desempenho no curto prazo; o que vier de novo é upside, apontam
Por Paula Barra  
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SÃO PAULO - O Banco Espírito Santo elevou a recomendação das ações da Vale (VALE3; VALE5), de neutra para compra, além de ajustar para cima o preço-alvo, que passou de R$ 44,00 para R$ 45,00. Apontando que o pior já está precificado, os analistas sugerem um potencial de valorização de 22,45% em relação ao fechamento da última sexta-feira (1). 

Para os analistas Catarina Pedrosa, Felipe Machado e Gabriel Laera, as ações já incorporam os preços médios de minério de ferro a US$ 120 a tonelada em 2013 - o que eles veem como "muito baixos", considerando a média de US$ 153 a tonelada nos dois primeiros meses deste ano. 

Com o pior já precificado nas ações, o resto é upside, apontam os analistas. Além disso, a ação da mineradora está sendo negociada a um EV/Ebitda (valor da empresa em relação a sua geração operacional de caixa) estimatido para 2013 de 6,7 vezes, ligeiramente abaixo da média dos seus pares, de 7 vezes. 

Diante disso, eles apontam que as ações têm capacidade de apresentar um bom desempenho no curto prazo, vendo ainda alguns catalisadores positivos, como novas notícias sobre o projeto do Rio Colorado, na Argentina, ainda este mês. 

Segundo eles, o mercado ainda se mostra cético quanto ao projeto, mas se for concretizado, deverá gerar muito valor para a mineradora. A Vale espera que a Argentina dê uma resposta sobre sua demanda por benefícios fiscais e cambiais para decidir o futuro do seu projeto de potássio de R$ 5,9 bilhões naquele país. 

Outro ponto que merece atenção é a decisão sobre o novo código mineral, mas que na visão dos analistas não deve sair tão cedo.

Na última sexta-feira, o governo retomou a discussão sobre o novo código de mineração, em gestação na Esplanada dos Ministérios desde 2010. Entre os temas em discussão estão o aumento da alíquota dos royalties de exploração dos minérios - estipulando taxas até três vezes maiores que as atuais -, a realização de leilões para outorga de áreas de mineração e a criação de uma nova agência para regular o setor.


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