SÃO PAULO - A Usiminas (USIM3,USIM5) informou em teleconferência realizada nesta segunda-feira (28) que apesar do comunicado no último domingo, de que a Ternium fechou acordo com Votorantim e Camargo Corrêa para compra de suas participações da companhia, não existem planos da companhia de retormar o projeto de produção de placas no Brasil, que poderiam atender à demanda da Ternium, atualmente suprida pela importação do produto.
Segundo o presidente da Usiminas, Wilson Brumer, não está previsto no planejamento investimentos na produção de placas, após o encerramento do projeto de construção de uma nova usina no município de Santana do Paraíso (MG) em 2010, onde seriam produzidas 5 milhões de toneladas anuais de placas. O projeto, com investimento próximo a US$ 6 bilhões, foi cancelado pela falta de viabilidade econômica.
"Não é porque a Ternium precisa de placas que vamos produzir placas. Continuaremos com a nossa estratégia e se surgirem oportunidades nesse sentido, vamos realizar estudos. Mas no momento produzir placas no Brasil não é muito competitivo e não é essa a nossa discussão em relação à Ternium", explica Brumer.
Projeto brownfield não é descartado
Apesar do cancelamento de seu projeto de usina greenfield, o presidente da companhia não descarta a possibilidade de o projeto ser substituído por um programa de revitalização de instalações subutilizadas - o projeto brownfield.
"Santana do Paraíso não deu certo, mas isso não quer dizer que não podemos investir em um projeto brownfield. No momento, seria prematuro afirmar que poderíamos investir em placas, mas é um ponto a ser analisado em um momento adequado" disse o presidente durante teleconferência.