Sites de compras coletivas são dominados por mulheres

No Brasil, 60% das pessoas cadastradas neste tipo de portal são do sexo feminino; segundo especialista, elas compram mais, mas gastam menos
Por Gladys Ferraz Magalhães  
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SÃO PAULO - Os sites de compras coletivas são dominados por mulheres. Segundo artigo da presidente da Shopper Experience, Stella Kochen Susskind, no Brasil, 60% das pessoas cadastradas neste tipo de portal são do sexo feminino.

Prova do poder das mulheres quando se trata de compras coletivas é o lançamento do site Loucas por Descontos (www.loucaspordescontos.com.br), um portal focado no público feminino, que agrega as ofertas voltadas para mulheres de diversos sites de compras coletivas.

“As mulheres compram mais, estão mais presentes e, além de serem maioria nos sites de compras coletivas, elas representam 56% dos usuários de redes sociais”, informa a gerente comercial do Loucas por Descontos, Patrícia Soberi.

Tíquete médio
Ainda segundo Patrícia, apesar de comprarem mais, as mulheres ainda gastam menos que os homens, cerca de R$ 30 a R$ 40 por compra.

Dentre os produtos e serviços comercializados em sites de compras coletivas, os que mais chamam a atenção do público feminino são os relacionados a bares e restaurantes, beleza e saúde, além de cama, mesa e banho.

Agente de mudança
De acordo com Stella, em 2010, as compras coletivas movimentaram cerca de R$ 10,7 bilhões e a expectativa é ultrapassar a marca dos R$ 14 bilhões neste ano.

Mesmo assim, diz ela, seja no ambiente virtual, seja no real, os problemas entre empresas e consumidores permanecem, sendo que o atendimento permanece como fator crucial para a fidelização de clientes.

“De um lado temos um novo consumidor que realiza compras (on-line e em lojas), de outro, marcas que levaram para as lojas virtuais os mesmos desmandos e atendimentos impróprios que têm nos estabelecimentos físicos. Essa miopia tem causado sérios transtornos aos Procons do País, que estão repletos de processos e reclamações de consumidores. Em um futuro próximo e com a crescente conscientização do consumidor brasileiro, essas empresas não terão mais espaço no mundo real e virtual”, diz Stella, e completa: “As mulheres, tudo indica, serão agentes dessa transformação do consumo”.

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