SÃO PAULO - O indicador de risco-País registrou queda de dois pontos-base, atingindo 202 pontos nesta quarta-feira (8). Com agenda escassa de indicadores econômicos norte-americanos, o mercado voltou sua atenção para a Grécia, recuperando o humor do dia após o país prometer reduzir o salário mínimo em 20% e diminuir o pagamento das pensões como parte de um acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional) e a União Europeia para garantir um segundo resgate internacional.
A agência internacional de notícias Bloomberg teve acesso a uma carta endereçada para a diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde, que mostra os planos de consolidação fiscal fechadas pelo governo grego. Depois de três dias de atraso, Atenas demonstrou alinhamento com as exigências dos líderes da Zona do Euro sobre novas medidas de austeridade. Na próxima quinta-feira (9) é a vez dos ministros de Finanças da Zona do Euro se reunirem para definir a segunda parcela de resgate à Grécia, de € 130 bilhões.
Também no radar esteve o anúncio do Banco Central francês, que estima que a economia do país permanecerá estagnada no primeiro trimestre de 2012. O governo francês deve reduzir no final de janeiro a projeção de crescimento deste ano para 0,5%, a metade do que esperava até então.
Front interno
A agenda doméstica desta quarta-feira trouxe o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) de janeiro, divulgado pela FGV (Fundação Getulio Vargas), que apontou inflação de 0,30%. A FGV também divulgou o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) referente à primeira quadrisssemana de fevereiro, que marcou 0,46%. Ainda por aqui, também foi apresentado o fluxo cambial, que registrou saldo positivo de US$ 3,794 bilhões na primeira semana de fevereiro.
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 0,05% na noite desta quarta-feira, cotado a 133,04 centavos de dólar. Entre outros bônus globais, o destaque ficou com o Global 15, que mostra baixa de 0,25%.
Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 0,05% na noite desta terça-feira, cotado a 133,04 centavos de dólar.
Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 202 pontos-base.
O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.
Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.
Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.