Ed. 54 - Guia Onde Investir 2015

Analistas ouvidos pelo InfoMoney aconselham investidores a manter a maior parte do dinheiro em renda fixa, aplicar recursos em ativos em dólar, preferir imóveis no exterior e se manter defensivo na Bolsa até que a Dilma 2.0 prove ser diferente da 1.0

Uma reportagem especial sobre os melhores investimentos para 2015 não poderia começar sem um balanço das recomendações feitas no ano anterior. No Guia Onde Investir 2014, a Revista InfoMoney afirmou, logo na abertura do especial, que era a hora de reduzir os investimentos em Bolsa e aumentar a parcela do dinheiro aplicada em renda fixa devido à deterioração dos fundamentos econômicos. Os investimentos em renda fixa eram os mais indicados porque as empresas teriam mais dificuldade em aumentar os lucros ao mesmo tempo em que os juros voltavam a subir. Os títulos públicos mais recomendados foram as NTN-B, que renderam entre 10,81% e 20,30% de janeiro a 3 dezembro de 2014. Outros grandes acertos foram as previsões de que o dólar subiria, o boom do mercado imobiliário havia ficado para trás e a eleição presidencial seria o grande gatilho da Bovespa no ano que passou. O Guia 2014 só pecou em um aspecto: a carteira com as 10 ações mais recomendadas pelos analistas apenas empatou com o Ibovespa, com um retorno positivo de 6%.

Em 2015, a grande dúvida do mercado, que poderá determinar se um investidor será bem ou malsucedido, é se a Dilma 2.0 será ou não diferente da 1.0. Ainda é muito cedo para afirmar se a nova equipe econômica tomará as medidas impopulares – mas extremamente necessárias – para evitar que o Brasil continue a mostrar PIBinho atrás de PIBinho. O consenso é que a economia terá um resultado próximo a zero em 2015, mas, caso haja cortes verdadeiros do gasto público, a Bolsa começará a se recuperar, antecipando a aceleração do PIB em 2016. Como o histórico de Dilma é ruim, por ora o InfoMoney ainda recomenda uma carteira recheada de ações defensivas. Outra indicação são os COE (certificados de operações estruturadas), que permitem investir em Bolsa com capital protegido. O Guia 2015 também defende a aplicação de dinheiro em ativos em dólar ou na própria moeda americana e recomenda que os investidores continuem com a maior parte do dinheiro em renda fixa, principalmente em ativos isentos de Imposto de Renda.


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