SÃO PAULO – Os fundos de previdência registraram captação líquida positiva em novembro, de acordo com dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) divulgados nesta quarta-feira (7).
No penúltimo mês do ano, houve um total de R$ 5,931 bilhões em aplicações e R$ 3,585 bilhões em resgates destes fundos, o que resultou em uma captação líquida de R$ 2,345 bilhões.
No acumulado do ano, a captação líquida dos fundos de previdência atingiu R$ 20,720 bilhões, perdendo apenas para os fundos de renda fixa, que registraram captação acumulada de R$ 70,282 bilhões.
Aversão ao risco
Para o ex-presidente da Abrapp (Associação Brasileira dos Fundos de Pensão Fechados) e atual consultor de empresas, Paulo Mente, esta captação positiva dos fundos de previdência pode ser explicada pelo aumento da sensibilidade dos investidores em relação à crise internacional, principalmente por conta das incertezas com a Europa.
“As pessoas que investem em fundos estão preocupadas com a economia global e acabam procurando investimentos mais seguros focando no longo prazo”, diz o consultor.
De fato, os fundos mais arrojados - como os de ações e multimercados - vêm registrando mais saídas do que aportes ao longo deste ano. Em novembro, a captação dos fundos multimercados e de ações ficou negativa em R$ 9,05 bilhões e R$ 113 milhões, respectivamente.
Mas, para o consultor, este movimento é pontual. “Assim que a situação melhorar os investidores voltam a procurar por estes fundos com maior risco”, acredita.
Maior consciência sobre aposentadoria
Para Mente, além disso, o brasileiro também está mais preocupado em garantir uma aposentadoria mais tranquila.
“As pessoas estão percebendo que não é possível contar apenas com a previdência social e estão começando a dar mais importância para os planos complementares”, afirma Mente.