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Petrobras aprova a venda da Liquigás para Ultrapar por R$ 2,8 bilhões

Rumores sobre a conclusão sobre a operação já circulavam no mercado nesta manhã, mas a confirmação veio após fechamento do pregão, quando a estatal informou à CVM o fato relevante

Petrobras - Bloomberg
(Bloomberg)

SÃO PAULO - O Petrobras (PETR3; PETR4) aprovou, em reunião de seu conselho de administração realizada hoje, a venda de sua divisão de gás de cozinha, a Liquigás, para o grupo Ultra (UGPA3), dona da Ultragaz e da rede de postos Ipiranga. A operação foi fechada por R$ 2,8 bilhões, conforme fato relevante da estatal divulgado na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) na noite desta quinta-feira (17). 

A operação já era aguardada pelo mercado, após jornais apontarem nesta manhã que a petrolífera tinha fechado a venda da Liquigás para o grupo Ultra. O Valor Econômico indicava que a operação ficaria entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões. 

Em relatório, o BTG Pactual comentou que a notícia era bastante positiva para ambas as companhias. "A Petrobras está vendendo mais um ativo num múltiplo bom, acima de 10 vezes o valor da empresa sobre o Ebitda e se aproximando da meta de desinvestimentos para 2015-2016 e a Ultrapar compra um ativo menos eficiente do que a sua própria operação de gás, com upside relevante de Ebitda por sinergias e pelo maior poder negocial que terá por subir sua participação de mercado para algo perto de 45%", avaliam os analistas. 

Com a transação, Ultra passará a deter 45% do segmento de venda de botijão de gás no País.. Em outubro, as duas companhias informaram ao mercado que estavam em conversas adiantadas para um acordo. 

A empresa disputou o ativo com concorrentes como a holandesa Supergasbras (SHV); a Nacional Gás, do grupo nordestino Edson Queiroz; e a Copagaz, do empresário Ueze Zahran. Também tiveram interesse pelo negócio investidores de fora, como a turca Aygaz. Nos últimos meses, a Nacional Gás e a Copagaz chegaram a fazer proposta conjunta pelo ativo. 

A venda faz parte do programa de desinvestimentos para reequilibrar o caixa da Petrobrás. "A operação, conduzida através de processo competitivo, é parte integrante do seu plano de desinvestimentos de 2015 a 2016 e está alinhada ao plano estratégico da companhia, que visa otimizar o portfólio de negócios, com foco em óleo e gás, saindo integralmente das atividades de distribuição de GLP", disse a Petrobras. 

A estatal disse ainda que o montante a ser pago será corrigido pelo CDI (Certificado de Depósito Interbancário), entre as datas de assinatura e de fechamento da operação. O valor ainda estará sujeito a ajustes em razão das variações de capital de giro e da posição da dívida líquida da Liquigás entre 31 de dezembro do ano passado e a data de fechamento da transação.

A transação ainda está sujeita à aprovação das assembleias gerais da Petrobras e da Ultrapar e ao cumprimento de condições precedentes usuais, incluindo a aprovação pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). 

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