Em petrobras

Impactada por câmbio, Petrobras tem prejuízo de R$ 3,8 bilhões no 3º trimestre

Por outro lado, a companhia reportou um lucro operacional de R$ 5,813 bilhões, contra um prejuízo operacional de R$ 4,921 entre julho e setembro de 2014

SÃO PAULO - A Petrobras (PETR3; PETR4) reportou um prejuízo líquido aos acionistas de R$ 3,759 bilhões no terceiro trimestre deste ano, uma melhora em relação ao resultado negativo de R$ 5,339 bilhões de um ano antes. A estimativa média dos analistas consultados pela Bloomberg previa um lucro de R$ 1,346 bilhão no período.

Por outro lado, a companhia reportou um lucro operacional de R$ 5,813 bilhões, contra um prejuízo operacional de R$ 4,921 entre julho e setembro de 2014. O desempenho, segundo a companhia, refletiu resultado financeiro líquido negativo em R$ 11,4 bilhões, contra despesas financeiras líquidas de R$ 972 milhões um ano antes.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da estatal ficou em R$ 15,506 bilhões, quase o dobro dos R$ 8,488 bilhões do mesmo período de 2014, enquanto a receita líquida atingiu R$ 82,239 bilhões, ficando abaixo dos R$ 88,377 bilhões de um ano antes.

Segundo a companhia, um dos principais fatores que prejudicou o balanço foi a variação cambial, com um resultado negativo no lucro de R$ 5,208 bilhões de acordo com as estimativas da estatal. No endividamento, o efeito foi de um aumento de 1,07 vezes nos números.

"O lucro líquido de R$ 2,102 bilhões no período de janeiro a setembro, 58% inferior a igual período de 2014, refletiu o aumento das despesas financeiras líquidas", disse a companhia. "O acréscimo de 149% no lucro operacional decorreu das maiores margens de venda dos derivados no mercado interno e do maior volume de exportação de petróleo, devido ao aumento de 7% na produção no país, apesar da redução da demanda no mercado doméstico", completa o comunicado.

O endividamento líquido da estatal atingiu R$ 402,3 bilhões em setembro, contra um resultado de R$ 282,1 bilhões dezembro de 2014. A Petrobras investiu R$ 19,3 bilhões no terceiro trimestre do ano, ligeiramente abaixo dos R$ 21 bilhões investidos no mesmo intervalo do ano passado. No acumulado no ano, já são R$ 55,5 bilhões, 11% abaixo dos R$ 62,5 bilhões investidos nos primeiros nove meses do ano passado.

O custo de extração de óleo da Petrobras no fim do terceiro trimestre chegou a US$ 16,92 o barril, considerando participação governamental. O custo representa queda de 46% na comparação com o custo de extração do mesmo intervalo de 2014, de US$ 31,37. O preço de venda de petróleo foi de US$ 39,76 o barril, ante o preço do petróleo tipo Brent de US$ 50,26 o barril no período. No terceiro trimestre do ano passado, a Petrobras vendeu o barril de petróleo a um preço médio de US$ 87,84, US$ 11,15 menor que o preço médio do Brent no trimestre, de US$ 98,99.

Resultado por segmento

Exploração & Produção: queda para um resultado positivo de R$ 2,271 bilhões, conta R$ 8,145 um ano antes. De acordo com a companhia, a redução do lucro líquido decorreu dos menores preços de venda/transferência de petróleo, bem como dos maiores gastos com serviços e afretamento de plataformas, reflexo do câmbio, e do aumento da depreciação. "Parte desses efeitos foi compensada pelo maior volume de petróleo transferido e menores gastos com participações governamentais", diz o comunicado.

Abastecimento: saiu de um prejuízo de R$ 8,903 bilhões no terceiro trimestre de 2014 para um lucro de R$ 3,727 bilhões entre julho e setembro deste ano. "O lucro líquido reduziu devido ao reconhecimento de despesa tributária referente ao IRRF incidente sobre remessas à subsidiária no exterior, para pagamentos de importações de petróleo e derivados", disse a companhia.

Gás & Energia: um lucro líquido de R$ 625 milhões, ante um prejuízo de R$ 2,510 bilhões um ano antes. Segundo a estatal, o aumento no lucro líquido decorreu do acréscimo na margem de comercialização de gás natural e de energia elétrica, em função da retirada do desconto dos contratos da nova política de gás natural e do menor custo de energia influenciado pela redução do PLD.

Distribuição: aumentou o preujízo de R$ 203 milhões no terceiro trimestre de 2014 para atuais R$ 299 milhões negativos. "O prejuízo decorreu das menores margens médias de comercialização (2,5%) e das maiores despesas de vendas devido às perdas com recebíveis do setor elétrico", afirmou a petrolífera.

Internacional: reduziu o prejuízo de R$ 219 milhões entre julho e setembro de 2014, para um resultado negativo de R$ 167 milhões. De acordo com a companhia, o prejuízo decorreu, principalmente, da baixa por devolução de blocos exploratórios e do fato do 2T- 2015 ter sido beneficiado pelo ganho com apuração de imposto de renda diferido, proveniente dos créditos fiscais das empresas holandesas.

Biocombustível: prejuízo praticamente estável, passando de R$ 90 milhões negativos para R$ 110 milhões de prejuízo. "A redução no prejuízo decorre do fato do trimestre anterior ter sido onerado pela perda em investimentos, devido às mudanças decorrentes do Plano de Negócios e Gestão 2015/19, aliado às menores perdas no segmento de etanol no 3T-2015", disse a empresa em seu release de resultado.

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