Não seria do interesse brasileiro, argumenta Sauer, leiloar o petróleo - atende sim a China, que quer baratear o preço do petróleo no mercado externo por ser um grande importador da commodity. O país é o que tem o maior número de petrolíferas habilitadas para o leilão e, acreditam analistas, deverá ser o mais agressivo no leilão.
Para o ex-executivo da Petro, o ideal seria que a Petrobras fosse a única sócia da exploração do pré-sal e, com isso, poder controlar a produção do petróleo - embora pudesse aceitar parceiros estrangeiros para a exploração. "É uma defesa de cartel mesmo, mas cartel de interesse do povo brasileiro. Não há nada de ilegítimo, só não pode haver cartel dentro do País", afirmou Sauer à Agência Estado.
Isso diminuiria o ritmo da produção no pré-sal, que, para Sauer, é uma coisa boa. "Converter o petróleo em dinheiro agora significa risco de ver o preço do produto diminuir, além do risco financeiro ao converter o petróleo em moeda estrangeira. Me sinto mais seguro com o petróleo embaixo do mar", sinalizou.
Ele destaca também que é ilegal que o leilão ocorra em um momento em que a Petro está frágil por conta da política de preços e presa em um forte plano de investimentos. Ele disse estar confiante de que a Justiça irá aceitar seu pedido contra a realização do leilão na segunda.







