Graça Foster vê com "grande desconforto" caso de espionagem na Petrobras

Em audiência pública no Senado, presidente da petrolífera disse que gastos com segurança da companhia devem chegar a R$ 21,2 bi no próximo ano

Por Lara Rizério
 18 set, 2013 11h48
Graça Foster Petrobras 2
(Reuters)

Lara Rizério

SÃO PAULO - A presidente da Petrobras (PETR3; PETR4), Graça Foster, prestou depoimento em audiência pública da CPI da Espionagem no Senado, em meio às evidências de que a agência de inteligência norte-americana NSA estaria investigando a companhia e tendo acesso a seus dados sigilosos. Foster afirmou que os investimentos da companhia em segurança em R$ 3,9 bilhões em 2013 e que devem chegar a R$ 21,2 bilhões no próximo ano e que há uma política de segurança empresarial que faz parte da rotina da companhia.

De acordo com a presidente da petrolífera, a primeira de diretriz de segurança é minimizar ameaças de pessoas e organizações externas à Petrobras. Graça Foster destacou que, na maior parte das vezes, "ataques cibernéticos são irresponsáveis, por diversão, mas também existem motivações financeiras, ideológicas, políticas e concorrenciais ou comerciais". 

Graça Foster reconheceu que a companhia é alvo de ataques cibernéticos, mas ressaltou que a estatal trabalha integralmente para impor barreiras a este tipo de ataque. A presidente da petrolífera destacou que viu com "grande desconforto" o nome da empresa sendo citado no suposto caso de vazamento de informações estratégicas. "Não sabemos se vazou e como vazou, mas isso causou um incômodo de forma profunda", destacou. 

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