Crise da dívida da Petrobras abre espaço para Exxon e Shell no leilão da ANP

Empresa possui maior dívida entre todas de petróleo de capital aberto, que foi quatruplicada desde 2008
Por Lara Rizério  
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SÃO PAULO - A maior dívida em uma década está afastando as chances da Petrobras (PETR3;PETR4) de adquirir as licenças de exploração no 11º leilão da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis), que deve ser o maior do ano do setor dentro da América Latina, de acordo com matéria da Bloomberg.

Desta forma, a expectativa que companhias estrangeiras, como Exxon e Shell, entrem com boa parte das ofertas para os leilões. A Exxon tem sido a companhia mais ativa em requerer dados para o leilão no Brasil, que acontecerá em maio, citando um alto funcionário do Estado. 

A Petrobras é a empresa de petróleo de capital aberto mais endividada do mundo, com US$ 96 bilhões em dívida, nível quatro vezes maior do que o observado em 2008. 

O plano de negócios até 2017 da companhia sinaliza que a Petrobras será seletiva nas licitações, concentrando-se mais na exploração dos campos já existentes. Outros candidatos brasileiros também enfrentam dificuldades financeiras para investir em infraestrutura e para deslocamento da exploração da produção.

A Petrobras se recusou a comentar a sua estratégia para o leilão, limitando-se a dizer que a companhia tem ''o interesse em explorar  e produzir petróleo comercialmente em cada bacia no Brasil e vai avaliar a melhor forma de participação na os leilões ".

O governo brasileiro estima que o leilão pode render cerca de US$ 5 bilhões. Até a semana passada, 71 empresas demonstraram interesse em participação do leilão de rodada de área de exploração de petróleo no Brasil. Dentre elas, estão a OGX Petróleo (OGXP3), Queiroz Galvão (QGEP3) e HRT Participações (HRTP3). 

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