SÃO PAULO - A Petrobras (PETR3, PETR4) divulgou nesta quinta-feira (9) o balanço relativo ao período entre outubro e dezembro de 2011. Na apuração dos resultados por área de negócio, o desempenho pior ficou com o segmento de gás e energia, enquanto E&P (Exploração e Produção) foi destaque ao apresentar uma ligeira variação negativa de apenas 0,17% do resultado líquido na passagem trimestral.
O segmento de E&P (Exploração e Produção) teve ganhos líquidos de R$ 10,33 bilhões no quarto trimestre, o que corresponde a uma leve variação negativa de 0,17% frente ao período anterior - praticamente estável. A Petrobras explicou que o aumento dos preços de venda e transferência, por conta da depreciação cambial, foi compensado por uma elevação dos custos com participações governamentais, maiores gastos com baixa de poços secos e reconhecimento das perdas estimadas na recuperação de ativos. No acumulado anual, o crescimento foi de 37%, para R$ 40,594 bilhões.
Já a produção nacional no último quarto do ano teve leve alta tanto na comparação trimestral quanto anual. Na passagem trimestral, o avanço foi de de 4% foi explicado pela menor quantidade de intervenções em poços e paradas programadas e não programadas, além da entrada de novos poços em produção. No acumulado do ano, a produção chegou a 2.377 milhões de barris diários, alta de 2% sobre 2010.
Abastecimento
Na área de abastecimento, a variação negativa do resultado líquido foi acentuada, de R$ 3,17 bilhões negativos no terceiro trimestre, para R$ 4,412 bilhões negativos. A piora ocorreu por conta dos menores preços médios nas exportações, do aumento das importações, bem como dos efeitos da perda cambial sobre o endividamento.
Esses efeitos foram parcialmente impactados por maiores preços de venda de derivados, com o ajuste de 2% no preço do diesel e de 10% na gasolina.
Gás & Energia
No segmento de Gás & Energia, houve uma queda de 65% no resultado líquido do período frente aos três meses anteriores, chegando a R$ 483 milhões. Na comparação entre o mesmo período em 2010 e 2011, a companhia registrou alta de 34,54%, para R$ 483 milhões. No total anual, houve um crescimento de 142%, chegando a R$ 3,11 bilhões.
De acordo com a companhia, a redução no lucro líquido decorreu de um menor volume de gás natural, em função do decréscimo no consumo industrial. O aumento dos custos com importação, também impactou. No ano, o aumento do preço médio foi um dos fatores que impulsionaram os resultados da companhia neste segmento, assim como a redução dos custos de aquisição e incremento das receitas fixas provenientes de leilões de energia.
Biocombustível e distribuição
No segmento de biocombustível, o resultado líquido negativo de R$ 40 milhões no quarto trimestre chegou a R$ 157 milhões negativos no ano, principalmente por conta do setor de biodiesel, que consta com margens muito pressionadas, por conta do alto grau de competição.
Por fim, a área de distribuição fechou o último trimestre de 2011 com um lucro líquido de R$ 270 milhões, queda de 10% na passagem trimestral. A piora se deu por conta de 1% no volume de vendas, além do aumento de gastos com pessoal. Esses fatores foram parcialmente compensados pelo crescimento de 1% na margem de comercialização, destacou a companhia.