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OSX: Eike "jamais" teve ingerência sobre contrato com a Petrobras

Eduardo Vaz Costa Musa, ex-gerente-geral da área Internacional e delator da Lava Jato, envolveu a OSX no esquema de corrupção

Eike Batista_bloomberg

SÃO PAULO - A OSX Brasil (OSXB3), empresa do grupo EBX, de Eike Batista, prestou esclarecimento em comunicado divulgado ao mercado sobre notícia do jornal O Estado de S. Paulo, afirmando que um delator da Lava Jato envolveu a companhia em esquemas de propina na Petrobras (PETR3;PETR4). 

De acordo com a companhia, Eike, controlador da OSX Construção Naval e da OSX Brasil, jamais teve, em qualquer ocasião, ingerência sobre o contrato com a Petrobras no âmbito do consórcio Integra. 

O comunicado destaca que a empresa, a convite da Mendes Júnior, passou a integrar, minoritariamente, um consórcio, operado pela própria Mendes Júnior com 51% de participação, que se transformou na chamada Integra Offshore. "Tal consórcio foi formado porque a Mendes Júnior, que à época já mantinha negociações com a Petrobras, de quem recebeu convite, necessitava de um estaleiro para participar de um projeto naval. A OSX, por sua vez, possuía um estaleiro em construção, que era capaz de abrigar o empreendimento", afirmou. 

Conforme destaca o comunicado, o próprio acordo de formação da Integra faz distinção entre os sócios, salientando que a Mendes Júnior Trading se qualifica como sociedade convidada pois fora ela quem recebeu convite para participar do RFP 0030402.11.8 lançado pela Tupi B.V., consórcio formado por Petrobras, BG Group e Petrogal Brasil, e Guara B.V., para execução dos serviços no âmbito do contrato em questão.

Em agosto de 2012, a Mendes Júnior e a OSX assinaram com Tupi B.V. contrato para construção do topside e integração de plataformas para a exploração do pré-sal da Bacia de Santos. O projeto abrangia a execução de um dos pacotes de Módulos e da Integração de duas unidades dos FPSOs Replicantes: P-67 e P-70.

A OSX destaca que a Integra possui sede própria, e seus funcionários são pessoas contratadas pela Mendes Júnior e por ela diretamente geridos. "O acordo de sócios deixa bem claro, não só a obrigação de gestão da Mendes Júnior, como em sua cláusula sexta estabelece, no que se refere à Petrobras: 'caberá à Mendes Júnior indicar um preposto da SPE [Integra] oriundo dos quadros da Mendes Júnior para assumir a responsabilidade pela interação e pelo fluxo de informações entre a SPE e a cliente e/ou a PETROBRAS, ou qualquer uma de suas afiliadas, no âmbito da execução pela SPE do contrato'.”

Na última quarta-feira, o Estadão destacou em matéria que Eduardo Vaz Costa Musa,  ex-gerente-geral da área Internacional e delator da Lava Jato, envolveu a OSX no esquema de corrupção. De acordo com Musa, em 2012, quando já havia deixado a estatal e trabalhava como diretor de construção naval da OSX, a licitação para as contratações de dois navios-plataforma, P-67 e P-70 foram fraudadas pelo consórcio Integra, formado pela Mendes Junior e pela OSX.

O consórcio acabou vencendo a licitação de mais de US$ 900 milhões na época. Contudo, Musa disse não ter conhecimento se Eike sabia do esquema. 

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