SÃO PAULO – O número de queixas contra os bancos subiu 2,35% em dezembro de 2011, na comparação com novembro do mesmo ano, de acordo com dados do ranking de instituições mais reclamadas, divulgado pelo Banco Central.
No mês passado, foram 914 casos, considerando todas as instituições financeiras com mais de um milhão de clientes, contra 893 registrados no mês anterior.
Frente a dezembro de 2010, o número de reclamações contra bancos mostrou alta. Ainda considerando aqueles com mais de um milhão de clientes, as queixas contra as instituições bancárias aumentaram 50,8%, já que naquele mês o total de reclamações somou 606 queixas.
Itaú reassume liderança
No mês de dezembro do ano passado, o Itaú assumiu a liderança do ranking das cinco instituições financeiras com mais de um milhão de clientes mais reclamadas. O banco registrou índice de queixas de 0,98 a cada 100 mil pessoas. Na sequência, vieram o Santander, Banco do Brasil, Bradesco e HSBC.
Na tabela abaixo, é possível verificar o índice de reclamações de dezembro de 2010, novembro e dezembro de 2011, para os cinco primeiros colocados, bem como a principal reclamação:
| Instituição | Índice Dezembro 2010 | Índice Novembro 2011 | Índice Dezembro 2011 | Principal reclamação em Dezembro de 2011 |
| Itaú | 0,67 | 0,75 | 0,98 | Conta - Débitos não autorizados (21,5%) |
| Santander | 0,16 | 0,76 | 0,65 | Conta - Débitos não autorizados (44,7%) |
| Banco do Brasil | 0,58 | 0,68 | 0,65 | Tarifa - Cobrança irregular de serviços não contratados (49,8%) |
| Bradesco | 0,52 | 0,47 | 0,58 | Tarifa - Cobrança irregular de serviços diferenciados (20,9%) |
| HSBC | - | 0,64 | 0,37 | Concessão de crédito sem título adequado (16,7%) |
BC tem autoridade para punir
O Banco Central do Brasil tem autoridade para punir as instituições financeiras por qualquer descumprimento de normas emanadas da autoridade monetária, inclusive as que dizem respeito ao atendimento ao cliente bancário.
As punições previstas em lei não se limitam à abertura de Processo Administrativo, passando pela advertência e multa, podendo chegar, inclusive, à penalidade máxima de inabilitação para trabalhar no mercado financeiro.