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O método para conquistar a liberdade financeira

O InfoMoney lançou uma plataforma para que você compare o retorno dos seus investimentos atuais com as melhores opções existentes no mercado

* Por Pedro Englert, CEO do InfoMoney

"Desde pequeno me interesso por investimentos. Sempre me atraiu a condição de liberdade que uma boa gestão financeira pode proporcionar às pessoas. Na minha opinião, nada é mais gratificante do que poder fazer só aquilo que se gosta. Trabalhar por prazer. Poder mudar de emprego quando não está contente e se sentido realizado. Poder tomar riscos, empreender, viajar.

Me assusto quando conheço alguém que aos 50 ou 60 anos tem um nível despesas incompatível com seu patrimônio acumulado. A longevidade aumentou e um percentual de pessoas cada vez maior morrerá após os 90 anos. Porém, possivelmente terão a sua capacidade produtiva reduzida a partir dos aos 65 anos. Então, como  'fechar esta conta'? Imagino que deva ser muito difícil a obrigatoriedade de fazer concessões numa fase onde o ideal é ter o direito de desfrutar, tranquilamente, dos prazeres da vida. Curtir netos, casa na praia, viagens com a família, pegar um cinema à tarde.

Mas se é importante criar uma reserva, então porque as pessoas não fazem? A minha tese é que todos os esforços são feitos quando se consegue perceber, quase que imediatamente, a recompensa. Por exemplo: as mulheres fazem um 'super-regime' em novembro e dezembro para ficarem bonitas no verão e poderem curtir a praia. A condição de se sentirem confortáveis de biquíni recompensa o esforço de passarem fome. Deixar de jantar fora algumas noites e controlar as compras no mercado para poder viajar são esforços que se justificam na hora que pegamos o avião para uma viagem de férias. Mas deixar de comprar um brinco, trocar de carro, comer fora para ter uma aposentadoria mais tranquila são recompensas que virão daqui a 20 ou 30 anos, portanto, pouco perceptíveis. Por isso a economia não acontece. Se as pessoas imaginarem que terão de baixar bruscamente o seu padrão de vida na terceira idade, talvez elas possam tomar a decisão sobre a importância do investimento programado. É a relação de prioridade X urgente.

A boa notícia é que a solução para isso é simples. Basicamente o patrimônio pessoal é construído a partir de duas forças: a força do trabalho, fruto do esforço de cada um e a força financeira, obtida através da aplicação dos recursos que sobram.

Para falar da força do trabalho existem pessoas muito melhores do que eu. Para falar da força financeira, matéria que eu estudo desde pequeno, me sinto confortável.

No início da vida, nós dependemos muito mais da nossa força do trabalho, mas é importante que, ao longo dos anos, isso vá mudando, até o momento em que a força financeira seja capaz de gerar um retorno suficiente para que a pessoa não dependa mais do seu trabalho. Este momento eu chamo de “Dia da Liberdade”, quando as decisões passam a ser baseadas numa escolha e não numa obrigação. É quando você poderá dizer: “Trabalho por prazer e não porque preciso”.

A Força financeira é construída a partir de 3 variáveis: tempo, valor aplicado e rentabilidade. Vou explicar melhor cada uma delas:

Tempo: Uma das regras básicas dos investimentos é: quanto antes se começa a poupar melhor. O tempo sempre joga a favor de quem tem dinheiro investido. Para usufruir R$ 1 milhão aos 60 anos, é necessário juntar mensalmente R$ 500,00 a partir dos 30 anos, investindo a uma taxa de 10% ao ano. Se esta decisão for tomada aos 40, deverão ser aplicados, todos os meses, aproximadamente R$ 1.400,00; e aos 50, a economia mensal dever ser na ordem de R$ 5.100,00.

Valor aplicado: Quanto maior o valor aplicado mais rapidamente você chegará no "Dia da Liberdade". Para  descobrir o valor que deve guardar, é importante que a pessoa faça uma conta para entender quanto ela gostaria de ter disponível na sua aposentadoria. A partir daí se faz uma conta reversa analisando o tempo e a rentabilidade

Rentabilidade: Existe uma gama enorme de produtos de investimentos no mercado: renda fixa, previdência, renda variável, imóveis, etc. Para escolher a melhor alternativa é importante conhecer o prazo que se pretende aplicar o dinheiro e o perfil de risco. Feito isso, deve-se comparar produtos semelhantes antes de escolher. Vou dar um exemplo que mostra porque isso é importante. Se um investidor se julga conservador e opta por colocar todo o seu dinheiro em renda fixa, ele pode optar pela poupança. Porém existe um produto de características semelhantes que oferece uma rentabilidade bem superior chamado LCI (letra de crédito imobiliário). Olhem o exemplo prático. Pessoas com 30 anos que investirem R$ 500,00 na poupança, considerando a taxa atual, terão R$ 577.000 aos 60 anos. Se a escolha for por LCI, pagando os 10% de taxa, elas obterão, ao final do mesmo período, R$ 1.000.000,00.

Pensem sobre isso e se necessário peçam ajuda a um profissional do mercado. Esse pode ser um pequeno passo hoje que fará muita diferença na sua vida futura"

Pedro Englert, CEO do InfoMoney

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