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CDB e LCI: bancos médios oferecem taxas atraentes após quebra do BVA

De acordo com dados da XP Investimentos, uma LCI emitida pela Barigui Financeira, com vencimento em outubro de 2013 paga 100% do CDI

SÃO PAULO – Os bancos de menor porte estão oferecendo taxas bastante atraentes para investimentos em títulos como o CDB (Certificado de Depósito Bancário) e a LCI (Letra de Crédito Imobiliário) após a intervenção do banco BVA, anunciada pelo Banco Central no dia 19 de outubro. É importante lembrar que o investimento em CDB e em LCI é garantido pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos) até o limite de R$ 70 mil. Se o banco quebrar e o investidor tiver mais do que isso nestas aplicações, ele entra na fila de credores e pode amargar fortes prejuízos.

De acordo com dados da XP Investimentos, uma LCI emitida pela Barigui Financeira, com vencimento em outubro de 2013, paga 100% do CDI (Certificado de Depósito Bancário). Lembrando que o rendimento da LCI é livre de imposto de renda, o que faz uma grande diferença no rendimento líquido da aplicação. Na mesma instituição, a LCI com vencimento em outubro de 2014 paga 101% do CDI.

No banco Máxima, uma LCI curta, com vencimento em abril de 2013, paga 97% do CDI. No mesmo banco, a LCI com vencimento um mês antes oferece retorno de 95% do certificado.

CDB
O CDB não possui isenção de imposto de renda, mas ao mesmo tempo a liquidez pode ser maior. No banco Indusval, um CBD com carência de apenas um dia traz retorno de 102% do CDI. Com a mesma carência, o Bonsucesso oferece títulos com rentabilidade de 101% do CDI, mesma taxa paga pelo banco Intermedium.

Quanto maior a carência para o resgate, maior o prêmio pago ao investidor. No Bonsusesso, CDBs com carência de 180 dias pagam 107% do CDI, enquanto o banco Gerador divulga um retorno de 105% com o mesmo prazo.

Para quem pode se programar e ficar ainda mais tempo investido, o CDB do Bonsucesso com carência de 720 dias traz retorno de 109% do CDI.

Garantia
O especialista da MoneyFit, Antonio De Julio, reforça que o investidor não deve arriscar e investir mais do que R$ 70 mil nestas aplicações, principalmente em bancos de menor porte. “O melhor é ficar dentro da garantia do FGC. Se colocar mais do que isso, é por sua conta e risco. É muito difícil para o investidor pessoa física avaliar a situação financeira de uma instituição bancária, por isso é melhor não arriscar”, pontua.

Para quem tem mais do que R$n 70 mil, uma alternativa pode ser investir em vários bancos diferentes até o limite da garantia.

Bonsucesso
(Divulgação)

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