Fundos Renda Fixa Índices rendem quase 2,5% em julho, diz Anbima

De acordo com dados da entidade, a rentabilidade média desses fundos no ano ficou em 13,14%
Por Gabriella D'Andréa  
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SÃO PAULO – Depois de apresentarem rentabilidade negativa em junho, os fundos classificados como Renda Fixa Índices pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) figuraram como um dos destaques de rentabilidade da indústria de fundos no mês de julho. De acordo com dados da entidade, a rentabilidade média desses fundos foi de 2,45%.

No mês passado, os fundos Renda Fixa Índices registraram desvalorização média de 0,08%. Já no acumulado do ano, estes fundos registraram uma rentabilidade de 13,14%, a segunda maior de toda a indústria - menor apenas que a rentabilidade dos fundos Ações Dividendos, que renderam 13,65% no mesmo período.

Ainda de acordo com a Anbima, a captação líquida (diferença entre depósitos e saques) dos fundos de renda fixa (que incluem os tipos Renda Fixa Índices e Renda Fixa Crédito Livre) ficou negativa em julho. No mês, as aplicações perderam para os saques em 1,522 bilhão. No ano, a captação está positiva em R$ 20,843 bilhões.

O que são
De acordo com a própria Anbima, os fundos Renda Fixa Índices buscam seguir ou superar os indicadores de desempenho utilizados no mercado de renda fixa, como o IMA-B (que mede o desempenho das NTN-B - títulos atrelados ao IPCA), o IMA-C (que mede o desempenho das NTN-C – Títulos atrelados ao IGP-M), o IMA-S (que mede o desempenho das LTF – títulos atrelados à Selic) , além de outros subíndices e do IMA Geral (média ponderada dos retornos diários do IMA-B, IMA-C, IMA-S e IRF-M).

Para atingir este objetivo, os gestores investem principalmente em títulos públicos ou privados que sigam a rentabilidade dos índices de referência. Podem usar também alguns derivativos, como os contratos futuros de DI, para ter o mesmo retorno de forma “sintética”, ou “montada”.

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