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Com juros menores, fundos multimercados ganham espaço nas carteiras

As quedas da taxa de juros têm tornado as aplicações em renda fixa menos atrativas, o que impulsiona os investidores a buscarem alternativas 

SÃO PAULO – Os investidores do segmento de varejo optaram por tomar mais risco na hora de aplicarem em fundos de investimentos em julho. Ainda que a maioria das aplicações deste segmento continue concentrada em fundos de renda fixa (R$ 46 bilhões), os fundos multimercados – aqueles que têm em suas carteiras ativos diversificados como renda fixa, ações, câmbio – vêm ganhando espaço.

Até o mês de julho, esses produtos registraram captação líquida de R$ 5,8 bilhões, o que representou 11,3% do total de R$ 51,1 bilhões aplicado pelos clientes deste segmento, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

“As quedas da taxa de juros têm tornado as aplicações em renda fixa menos atrativas, o que está impulsionando os investidores a buscarem, ainda que em ritmo lento, outras alternativas de produtos que envolvam mais risco”, explica Carlos Ambrósio, vice-presidente da Anbima.

“O crescimento da procura dos multimercados é um reflexo desse movimento. Acredito que seja intensificado até o final do ano, quando a Selic pode chegar a 7%”, acrescenta.

Captação da indústria
Entre as categorias que apresentaram maiores captações no mês de agosto, estão os fundos de renda fixa, com R$ 25 bilhões, e os multimercados, com R$ 8 bilhões. Na sequência, aparecem os fundos de previdência, com R$ 4,3 bilhões. Considerando os ingressos totais no ano, essa mesma ordem prevalece: R$ 102,4 bilhões nos fundos de renda fixa; R$ 58,2 bilhões nos multimercados; e R$ 25,7 bilhões nos fundos de previdência.

Rentabilidade
O destaque em agosto foi a retomada da atratividade dos fundos de ações. O tipo Small Caps – fundos que têm em suas carteiras ações de empresas que não estejam no IBrX, isto é, com baixa capitalização de mercado – teve alta de 7,70% superando o Ibovespa em 0,24 pontos percentuais. Esse tipo de produto vem registrando bons resultados ao longo de 2017.

Entre os fundos de renda fixa, as maiores rentabilidades ficaram com os tipos Dívida Externa (1,49%) e Duração Alta Crédito Livre (1,18%). Esse último é formado por uma carteira com papéis de longo prazo, que foram valorizados nos últimos meses por conta do cenário macroeconômico. Entre os multimercados, o tipo Long Short e Direcional registrou alta de 2,62%.

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(Shutterstock)

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